Minas Gerais

Ouro Preto/Mariana – MG

Estávamos no final do mês de julho e minha filha queria comemorar seu aniversário viajando e assim foi feito! Decidimos por conhecer Ouro Preto, uma fabulosa e linda cidade setecentista encravada num vale profundo das montanhas mineiras. Na volta, passaríamos também por Tiradentes.

Partimos em um sábado, pela manhã, bem cedo! O dia estava lindo e a estrada tranquila (BR-040) e quanto a nós, estávamos felizes, por mais uma viagem em família! O hotel reservado foi o “Luxor Ouro Preto Pousada” no Centro Histórico, ao lado da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição. Muito bem localizado!

A distância: 475 Km, 6 horas de viagem, bem cansativo! Mas quando chegamos e nos deparamos com a cidade, foi empolgante, de repente pareceu uma viagem de volta no tempo! Ouro Preto parece uma cidade entre vivos e mortos, existe uma forte carga de energia humana, do passado, pairando sobre as casas, igrejas e pelas ruas, principalmente à noite. Essa interessante energia nos acompanhou durante toda a visita pela cidade. Os quadros e as esculturas presentes nas paredes das igrejas e museus falam por si e parecem vivas diante de nossos olhos. Vamos pisando no chão e parece que ouvimos passos de outrora. Na verdade foram muitos acontecimentos envolvendo a cidade – há muita história naquele lugar! Foi uma experiência que as crianças nunca vão esquecer!

Ouro Preto é um município do Estado de Minas Gerais, no Brasil, e famoso por sua arquitetura colonial. Foi a primeira cidade brasileira a ser declarada, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, no ano de 1980. A cidade tem o nome de “Ouro Preto” devido a uma característica do mineral encontrado na época: o ouro era escurecido por uma camada de paládio, dando-lhe tonalidade diferente da normal. Recentemente, Ouro Preto foi eleita uma das Sete Maravilhas Brasileiras.

Sua altitude média: 1 116 metros e o ponto mais alto é o Pico do Itacolomi, com 1 752 metros. Embora muitos acreditem que o pico fica em Ouro Preto, na verdade ele pertence à Mariana. Contudo a entrada é por Ouro Preto. A formação rochosa serviu como ponto de referência para os bandeirantes. Hoje o Parque Estadual do Itacolomi proporciona aos visitantes uma bonita vegetação, vales, rios, formações rochosas e vistas panorâmicas de tirar o fôlego. Visite em grupo, acompanhado por um guia local. O acesso é pela Rodovia dos Inconfidentes, entre Ouro Preto e Mariana e a visita precisa de autorização.

Ouro Preto abriga campos rupestres, matas de Araucária (Pinhais), florestas de candeias e possui grandes áreas remanescentes da Mata Atlântica. A vegetação predominante de Ouro Preto é o cerrado.

Antes da chegada dos colonizadores de origem europeia no século XVI, toda a região atualmente ocupada pelo estado de Minas Gerais era habitada por povos indígenas. A partir do século XVI, exploradores provenientes de São Paulo, os chamados bandeirantes, começaram a percorrer a região em busca de ouro, pedras preciosas e escravos indígenas, e nesse processo, dizimaram muitas nações indígenas da região. No final do século XVII, finalmente foi descoberto ouro, aumentando ainda mais o afluxo de aventureiros para a região. As expedições procuravam o rio das Velhas e o Tripuí, onde já se havia encontrado o afamado “ouro preto”.

O ouro mineiro começou a chegar a Portugal ainda no final do século XVII. Diz Antonil em 1710: “A sede insaciável do ouro estimulou a tantos a deixarem suas terras e a meterem-se por caminhos tão ásperos como os das Minas, que dificultosamente se poderá dar conta do número das pessoas que atualmente lá estão. Cada ano, vêm, nas frotas, quantidades de portugueses e estrangeiros para passarem às Minas.” E, adiante: “As constantes invasões de portugueses do litoral vencerão os paulistas que haviam descoberto as lavagens de ouro – florestas batidas, montanhas revolvidas, rios desviados de cursos, pois a sede de ouro enlouquecia.”

Atualmente a economia de Ouro Preto depende muito do turismo, porém também há importantes indústrias metalúrgicas e de mineração no município, tais como a Alcan – Alumínio do Brasil (a mais importante fábrica de alumínio do país), a Vale, e outras. Então, as principais atividades econômicas são o turismo, a indústria de transformação e as reservas minerais do seu subsolo, tais como ferro, bauxita, manganês, talco e mármore.

Os minerais de importância são o ouro, a hematita, a dolomita, turmalina, pirita, muscovita, topázio e topázio imperial, esta última apenas encontrada em Ouro Preto.

Uma outra importante fonte de recursos para o município são os estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto, oriundos principalmente da Região Sudeste do Brasil, e com isso, morar em repúblicas é praticamente uma marca dos estudantes de Ouro Preto e, muitas vezes, uma necessidade. As repúblicas fazem parte da tradição da cidade e muitas delas estão instaladas em prédios pertencentes à Universidade Federal de Ouro Preto (sendo essas as Repúblicas Federais de Ouro Preto), que absorvem uma parcela significativa dos estudantes, em Ouro Preto e Mariana. São administradas pelos próprios estudantes, que definem as regras de admissão.

Apesar de ter a maior parte do intenso fluxo turístico focado na arquitetura e importância histórica, o município possui um rico e variado ecossistema em seu entorno, com cachoeiras, trilhas seculares e uma enorme área de mata nativa, que teve a felicidade de ser protegida com a criação de Parques Estaduais.

Ouro Preto também se destaca pela atividade cultural. Todos os anos, sedia o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes. Também tem o maior Carnaval Estudantil do Brasil, onde as festas são organizadas pelo moradores das Repúblicas Estudantis.

Além de ser um “museu a céu aberto”, a cidade tem instituições que guardam acervos variados como Museu das Reduções, Museu do Chá, Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas, Museu da Inconfidência, Museu da Música, Museu Casa dos Contos, Ludo Museu, Museu do Oratório, Museu Casa Guignard, Museu de Pharmacia, Museu de Arte Sacra do Pilar, Museu Aberto Cidade Viva e Museu Aleijadinho além do Museu do Ouro, onde são encontradas diversas pedras preciosas.

A Praça Tiradentes, tem uma grande importância para a cidade, é por onde circula o deslumbre barroco de Ouro Preto. A praça é o ponto de partida e chegada, é caminho, tudo passa por ela. Reúne o mais imponente prédio histórico de Ouro Preto, o atual Museu da Inconfidência (antiga Câmara e Cadeia), além do Palácio dos Governadores (hoje museu de Mineralogia). Ao centro um belo e solene monumento homenageia Tiradentes, que teve sua cabeça exposta naquele local (a cabeça sumiu, diga-se de passagem). Um belo casario completa o cenário, incluindo o prédio da Câmara Municipal e dezenas de lojas de artesanato, pedras preciosas e joias. Nem precisa dizer que é imperdível. Ignorar a praça Tiradentes é simplesmente impossível.

Nós visitamos os principais museus e igrejas, que descrevo abaixo:

– Museu Casa dos Contos – sua construção levou cinco anos (1782-1787), e tinha o propósito de servir de residência para o administrador de impostos da capitania de Minas, João Rodrigues de Macedo. Mais tarde serviu para abrigar a Junta da Real Fazenda e a Intendência do Ouro, recebendo por isso a denominação de Casa dos Contos. Atualmente a Casa pertence ao Ministério da Fazenda e guarda um acervo que inclui mobiliário (séculos XVIII e XIX), documentos, cartas, rica biblioteca e curiosa coleção de moedas. As crianças conheceram a senzala e ficaram bastante impressionadas com essa parte da história do Brasil.
Atrás do Museu há uma extensa área verde – Parque Vale dos Contos (Horto dos Contos) – entrecortada por caminhos e passagens de nível que ligam a igreja São Francisco de Paula (parte alta) à Matriz de Nossa Senhora do Pilar (parte baixa). Ao lado da Casa dos Contos há um charmoso e delicioso restaurante italiano – O Passo – recomendo muito!

– Museu de Arte Sacra do Pilar – funciona na sacristia da matriz do Pilar, onde estão expostas pratarias, mobiliário, paramentos e imagens religiosas do século XVIII. Destaque para a imagem de Nossa Senhora  das Mercês, com brincos de Topázio Imperial, atribuída a Aleijadinho.

–  Museu da Inconfidência – sua construção foi iniciada em 1785, com intuito de servir como Casa da Câmara e cadeia. Para a obra, o governador de Minas, Luís da Cunha Menezes, usou sentenciados e escravos recapturados dos quilombos e convocou ainda um exército de pedreiros, carpinteiros e artistas. Reúne valiosa coleção de objetos e manuscritos referentes à Inconfidência, obras atribuídas a Aleijadinho, Xavier de Brito, Mestre Ataíde, Servas… além de indumentárias, mobiliário e variados objetos do séculos XVIII e XIX. Destacam-se o Panteão dos Inconfidentes (onde se encontram os restos mortais dos principais nomes do movimento), pedaços da forca em que morreu Tiradentes e a primeira edição do livro “Marília de Dirceu”.

– Escola de Minas – Museu de Mineralogia –  seu nome verdadeiro é Museu de Ciência e Técnica. Funciona no que era o antigo Palácio dos Governadores, erguido entre 1741 e 1748. Seu desenho foi elaborado pelo engenheiro José Fernandes Pinto Alpoim. Possui uma capela de 1781 e um chafariz de 1752. No prédio residiram governadores e presidentes até 1897, quando a capital de Minas foi transferida para Belo Horizonte. A partir daí foi ocupado pela Escola de Minas e hoje sedia vários museus da Universidade Federal de Ouro Preto: Mineralogia (coleção com mais de 20 mil exemplares – uma das maiores do mundo), Ciência e Técnica (peças de valor histórico, científico e tecnológico), Metalurgia (objetos utilizados na fabricação de aço e alumínio), História Natural (acervos de zoologia, antropologia e paleontologia procedentes de várias regiões do país) e Astronômico (destaque para o observatório de 1911).

Uma das características mais marcantes de Ouro Preto são suas igrejas construídas durante o período colonial brasileiro. As igrejas que visitamos:

Igreja de São Francisco de Assis – é a mais famosa de Ouro Preto, um dos exemplares mais magníficos do barroco mineiro. Sua construção foi iniciada em 1766 e é considerada obra-prima de Aleijadinho, responsável pelo risco geral do prédio, portada, tribuna do altar-mor, altares laterais e capela-mor. São também suas as esculturas da portada e dos púlpitos. Mestre Ataíde conferiu excelência artística ao teto, representando a assunção de Nossa Senhora.

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar – é considerada uma das mais requintadas do barroco, projeto atribuído a Pedro Gomes Chaves. A talha da capela-mor foi executada por Francisco Xavier de Brito. O acervo ainda inclui magnífica talha coberta de ouro e mais de quatrocentos anjos esculpidos. Foram empregados em sua ornamentação cerca de 400 quilos de ouro e 400 de prata. Em anexo, na sacristia, está o Museu de Arte Sacra do Pilar.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Brancos ou do Padre Faria – é conhecida pelo nome do padre que rezou a primeira missa na região. A singela fachada contrasta com o rico interior, confeccionado em 1740 pela irmandade dos brancos. Contudo sua construção é bem anterior: data de 1710. Destaque para a cruz pontifical de 1756.

Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição – sua construção se estendeu de 1727 a 1746. O projeto e a execução ficaram a cargo de Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho. Ambos estão enterrados na igreja. Tem em anexo o Museu Aleijadinho.

Igreja Nossa Senhora do Carmo – sua construção ocorreu entre 1766 e 1772 e a igreja era freqüentada pela aristocracia de Vila Rica. Participaram de sua ornamentação Aleijadinho, Manoel da Costa Ataíde, entre outros artistas de renome. A decoração deste templo mostra toda a elegância do período barroco-rococó da arte colonial mineira. Suas obras foram arrematadas por José Pereira dos Santos e Manuel Francisco Lisboa, pai do grande mestre Aleijadinho, que foi o responsável pelo risco elaborado em 1766. Provavelmente, foi sua última grande obra, pois veio a falecer um ano depois. É a única do estado com painéis de azulejos portugueses, na capela-mor. A portada, o lavabo da sacristia, os púlpitos e os altares laterais de Nossa Senhora da Piedade e São João Batista são de Aleijadinho. Mestre Athaíde pintou o altar-mor (o teto da sacristia também é atribuído a ele).

Igreja São Francisco de Paula – foi a última igreja erguida no período colonial, com execução iniciada em 1804. A imagem do padroeiro, que hoje se encontra no Museu Aleijadinho, é atribuída ao mestre. De seu adro se tem uma bela vista da cidade.

Igreja de Santa Efigênia – sua construção levou 60 anos (1730-1790). Participou do projeto Manuel Francisco Lisboa, sendo que a talha da capela-mor é de autoria de Francisco Xavier de Brito. Diz a tradição oral que foi edificada graças ao ouro da Mina da Encardideira, adquirida por Chico Rei. Na fachada estão os relógios de pedra considerados os mais antigos da cidade. O adro é também um belo mirante, com vista para o bairro de Antônio Dias. Possui rico interior. Na pintura do teto pode ser visto um papa negro.

Igreja Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia – foi construída entre 1771 e 1793. A torre central foi um projeto de Manuel Francisco de Araújo.

Ouro Preto abriga o mais antigo teatro em funcionamento da América Latina, o Teatro Municipal de Ouro Preto

Existem vários restaurantes na cidade, mas acabamos comendo apenas em dois: O Passo e o Acaso 85 – Centro Histórico.

O Passo Pizza Jazz – instalada em uma casa do século XVIII, no Centro Histórico de Ouro Preto, possui vários ambientes e uma adega completa (mais de 700 garrafas). Oferece o que há de melhor da comida italiana, com uma variedade de massas, saladas, pães e entradas, petiscos e sobremesas.

O Acaso 85 funciona em uma casa nobre no Largo do Rosário, inaugurada em 1991, se consolidou como um dos restaurantes mais tradicionais da cidade. O cardápio variado (de comida mineira a pratos com toques internacionais) e o ambiente único em Minas, conquistam turistas e moradores. Depois de atravessar o vestíbulo de seixos rolados (pedras de rio pretas que assoalham a sala de entrada), com pórticos de jacarandá, você começa a descer no sentido do porão da casa. Belas escadarias de pedra seca fazem o trajeto. Primeiro há uma larga varanda, com balaustrada de madeira trabalhada e uma pequena sineira. Em seguida, o pátio interno, sobre o qual se abre a varanda, tem seixos rolados no chão e um belo chafariz do século XVIII. Você continua a descer mais alguns lances de escada e chega ao scotch bar, com uma lareira imensa, adaptada de antigos fornos, um pequeno chafariz, candelabros e paredes de pedra seca. O pé direito, de 8,5 metros de altura, confere ao ambiente um clima de magia, evocando lendas e histórias de Ouro Preto. O balcão, de um antigo armazém, castiçais, objetos curiosos, obras de arte e artesanato da região completam a cena, aumentando o charme do Acaso 85. É um restaurante bem interessante!

Obs. Por questões de segurança, é proibido fotografar ou filmar no interior das Igrejas e Museus. E se optar por contratar um guia local, certifique-se de seu credenciamento pelo Minstério do Turismo. Em nenhuma hipótese contrate um guia sem essas credenciais.

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Parada para um lanche – BR-040

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Igreja São Francisco de Assis – Ouro Preto

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Igreja São Francisco de Assis – Ouro Preto

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Igreja São Francisco de Assis – Ouro Preto

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Centro Histórico

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Feirinha em frente a Igreja São Francisco de Assis – Ouro Preto

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Feirinha em frente a Igreja São Francisco de Assis – Ouro Preto

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Matriz Nossa Senhora do Pilar – Ouro Preto

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Entrada da Mina – Ouro Preto

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Mina Fonte Meu Bem Querer – Ouro Preto

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Mina Fonte Meu Bem Querer – Ouro Preto

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Restaurante “Acaso 85” – Ouro Preto

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Restaurante “Acaso 85” – Ouro Preto

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Restaurante “Acaso 85” – Ouro Preto

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Restaurante “Acaso 85” – Ouro Preto

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Restaurante “Acaso 85” – Ouro Preto

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Artesão em sua loja de rua – Ouro Preto

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Luxor Ouro Preto Pousada

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Luxor Ouro Preto Pousada

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Luxor Ouro Preto Pousada

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Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição – Ouro Preto

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Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição – Ouro Preto

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Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição – Ouro Preto

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Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição – Ouro Preto

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Pico do Itacolomi – 1752 metros

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Praça Tiradentes e Museu da Inconfidência – Ouro Preto

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Praça Tiradentes – Ouro Preto

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Praça Tiradentes e Museu da Inconfidência – Centro Histórico – Ouro Preto

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Centro Histórico – Ouro Preto

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Centro Histórico – Ouro Preto

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Centro Histórico – Ouro Preto

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República Cantinho do Céu – Ouro Preto

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Passo do Pretório (ou Antônio Dias) – Centro Histórico – Ouro Preto

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Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas – Ouro Preto (antigo Palácio do Governador)

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Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas – Ouro Preto (antigo Palácio do Governador)

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Vista do Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas – Ouro Preto

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Vista do Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas – Ouro Preto

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Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas – Ouro Preto

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Centro Histórico – Ouro Preto – MG

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Centro Histórico – Ouro Preto – MG

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Centro Histórico – Ouro Preto – MG

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Centro Histórico – Ouro Preto – MG

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Museu Casa dos Contos – Centro Histórico – Ouro Preto

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Museu Casa dos Contos – Centro Histórico – Ouro Preto

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Museu Casa dos Contos – Centro Histórico – Ouro Preto

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Museu Casa dos Contos – Centro Histórico – Ouro Preto

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Museu Casa dos Contos – Centro Histórico – Ouro Preto

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Museu Casa dos Contos – Centro Histórico – Ouro Preto

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Museu Casa dos Contos – Centro Histórico – Ouro Preto

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Museu Casa dos Contos – Centro Histórico – Ouro Preto

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Museu Casa dos Contos – Centro Histórico – Ouro Preto

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Museu Casa dos Contos – Centro Histórico – Ouro Preto

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Museu Casa dos Contos – Centro Histórico – Ouro Preto

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Museu Casa dos Contos – Centro Histórico – Ouro Preto

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Museu Casa dos Contos – Centro Histórico – Ouro Preto

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Centro Histórico – Ouro Preto

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Centro Histórico – Ouro Preto

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Centro Histórico – Ouro Preto

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Parque Vale dos Contos (Horto dos Contos) – Centro Histórico – Ouro Preto

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Parque Vale dos Contos (Horto dos Contos) – Centro Histórico – Ouro Preto

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Parque Vale dos Contos (Horto dos Contos) – Centro Histórico – Ouro Preto

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Parque Vale dos Contos (Horto dos Contos) – Centro Histórico – Ouro Preto

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Parque Vale dos Contos (Horto dos Contos) – Centro Histórico – Ouro Preto

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Parque Vale dos Contos (Horto dos Contos) – Centro Histórico – Ouro Preto

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Parque Vale dos Contos (Horto dos Contos) – Centro Histórico – Ouro Preto

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Parque Vale dos Contos (Horto dos Contos) – Centro Histórico – Ouro Preto

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Parque Vale dos Contos (Horto dos Contos) – Centro Histórico – Ouro Preto

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Parque Vale dos Contos (Horto dos Contos) – Centro Histórico – Ouro Preto

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Parque Vale dos Contos (Horto dos Contos) – Centro Histórico – Ouro Preto

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Parque Vale dos Contos (Horto dos Contos) – Centro Histórico – Ouro Preto

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Parque Vale dos Contos (Horto dos Contos) – Centro Histórico – Ouro Preto

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Restaurante “O Passo” – Centro Histórico – Ouro Preto

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Restaurante “O Passo” – Centro Histórico – Ouro Preto

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Restaurante “O Passo” – Centro Histórico – Ouro Preto

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Restaurante “O Passo” – Centro Histórico – Ouro Preto

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Restaurante “O Passo” – Centro Histórico – Ouro Preto

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Restaurante “O Passo” – Centro Histórico – Ouro Preto

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Restaurante “O Passo” – Centro Histórico – Ouro Preto

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Museu da Inconfidência – Praça Tiradentes – Centro Histórico – Ouro Preto

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Praça Tiradentes – Centro Histórico – Ouro Preto

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Igreja São Francisco de Paula – Ouro Preto

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Igreja Nossa Senhora do Carmo – Centro Histórico – Ouro Preto

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Igreja Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia

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Museu da Inconfidência – Praça Tiradentes – Centro Histórico – Ouro Preto

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Museu da Inconfidência – Praça Tiradentes – Centro Histórico – Ouro Preto

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Igreja Nossa Senhora do Carmo – Centro Histórico – Ouro Preto

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Igreja Nossa Senhora do Carmo – Centro Histórico – Ouro Preto

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Museu da Inconfidência – Ouro Preto

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Centro Histórico – Ouro Preto

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Igreja Matriz de Santa Efigênia – Ouro Preto

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Capela Nossa Senhora do Rosário dos Brancos ou do Padre Faria

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Capela Nossa Senhora do Rosário dos Brancos ou do Padre Faria

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Capela Nossa Senhora do Rosário dos Brancos ou do Padre Faria

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Praça Tiradentes – Ouro Preto

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Praça Tiradentes – Ouro Preto

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Praça Tiradentes – Ouro Preto

Mina da Passagem –  Distrito de Passagem de Mariana – (está localizada entre Ouro Preto e Mariana) – O que se lê nos livros sobre a exploração do ouro em Minas Gerais pode ser visualizado na Mina da Passagem. Visitá-la é como viajar pela história, vivenciando a saga e a sina perigosa dos homens que procuravam pelo ouro no interior das montanhas mineiras. Só desta mina foram retiradas aproximadamente 35 toneladas do precioso metal, desde o início de suas atividades, na primeira metade do século XIX, até 1984. Possui amplos salões, 30 quilômetros de túneis e lagos subterrâneos de águas cristalinas, onde é praticado o mergulho em caverna. Um pequeno trolley (espécie de vagão com bancos), usado pelos mineiros na época da exploração do ouro, leva o turista a mais de 120 metros de profundidade.

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Mina da Passagem

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Mina da Passagem

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Mina da Passagem

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Mina da Passagem

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Mina da Passagem

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Mina da Passagem

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Mina da Passagem

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Mina da Passagem

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Mina da Passagem

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Mina da Passagem

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Mina da Passagem

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Mina da Passagem

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Mina da Passagem

Mariana é hoje uma das mais importantes cidades do Circuito do Ouro e guarda interessantes relíquias, desde o tempo em que começou a ser desenhada a história de Minas Gerais.

Além disso existia uma sociedade complexa e bastante democrática para os moldes da época. Em Minas, escravos podiam se tornar senhores, algo até então impensável. Bastava para isto encontrar sua pepita, ou saber se aproveitar das carências do mercado consumidor emergente. Escultores, carpinteiros, ferreiros e demais profissionais eram bem-vindos. A mobilidade social não era fácil, mas existia uma brecha.

O sonho impulsionou a migração. Para Minas convergiam pessoas das mais diferentes índoles e intenções, que passaram a viver num incipiente mundo sem lei. Surgiram os conflitos, o primeiro e mais conhecido foi a Guerra dos Emboabas. Era preciso colocar ordem no caos. A mando da Coroa mudou-se para Minas o Capitão General Antônio de Albuquerque, nomeado governador. O arraial do Ribeirão do Carmo foi escolhido para ser a sede do governo.

Em 1745 a Vila do Ribeirão do Carmo, não mais arraial, foi elevada à condição de cidade, rebatizada Mariana. Era uma homenagem a Dona Maria Ana D’Austria, esposa de Dom João V.

Para chegar em Mariana pegamos a Maria Fumaça e em pouco tempo descíamos em Mariana onde visitamos a Catedral Basílica da Sé ou de Nossa Senhora da Assunção. De arquitetura singela, bem ao estilo das primeiras construções religiosas de Minas, a Catedral faz parte do conjunto das mais ricas e importantes igrejas mineiras. Teve suas obras iniciadas no princípio do século XVIII, com o erguimento da primitiva capela de Nossa Senhora da Conceição. Depois de sucessivas ampliações foi concluída em 1760. Se por fora o prédio tem um aspecto sólido e sóbrio, por dentro impressiona pela riqueza de sua ornamentação. Mestres como Ataíde e Aleijadinho contribuíram com seu talento para dar mais fausto à decoração. Merece destaque o cadeiral dos cônegos (com pinturas de inspiração oriental), o lavabo da sacristia (atribuído a Aleijadinho) e o órgão Arp Schnitger. O concerto na Catedral é uma atração imperdível – as crianças amaram, ainda não tinham visto um instrumento tão antigo e belo e com um som tão perfeito! Ao término do concerto, a musicista explicou sobre a origem e o funcionamento do instrumento. Perfeito! Infelizmente não pudemos filmar ou fotografar, era terminantemente proibido. Horário das apresentações: sextas (11:30h) e domingos (12:15h) – Ingressos: R$18,00 – Podem ser feitas reservas pelo telefone (0xx31) 3558-2785.

Concerto – órgão Arp Schnitger : instrumento de valor inestimável, construído pelo alemão Arp Schnitger (1648-1719), que viveu na região de Hamburgo e é considerado um dos maiores construtores do gênero de todos os tempos. Datado da primeira década do século XVIII, veio para Mariana em 1753, como presente do rei Dom João V ao primeiro bispo de Minas. A decoração da caixa do órgão tem motivos chineses em tons de vinho, verde escuro e dourado. Sua concepção é uma feliz combinação do estilo alemão com o português. Ouvi-lo é reviver a efervescente história musical de Minas Gerais do Ciclo do Ouro. Havia coros, orquestras e músicos de renome na cidade. As partituras da época estão sendo restauradas pouco a pouco, trazendo das sombras os sons de nossos antepassados. Mariana é sede da Associação Brasileira de Organistas, pólo desta manifestação artística no país. O órgão Arp Schnitger de Mariana é um dos mais conservados desta manufatura no mundo, sendo o único localizado fora da Europa.

Maria Fumaça (Mariana – Ouro Preto) : a construção do ramal de Ouro Preto foi iniciada em 1883, tendo seu prolongamento até Mariana concluído em 1914. Foi um sonho acalentado durante muito tempo, já que a locomotiva naqueles idos era um modelo de prosperidade, um marco do progresso. Tudo isso quando o ouro já não vertia mais. Era preciso substituir o sonho do ouro por outro. E o trem permitia isso. Também serviu para selar ainda mais o destino destas duas cidades, irmãs na história contada em suas estações. Restaurada em 2006, a estrada de ferro, com seus 18 quilômetros, recebe agora os turistas, que têm mais um motivo para conhecer e penetrar nos segredos de Minas.

Seminário Maior São José : o prédio é de 1934 e tem uma linda capela, com pinturas do italiano Pietro Gentilli. A escadaria principal tem incrustações de topázio imperial bruto. Visitação limitada por se tratar de um local de meditação.

Igreja de São Pedro dos Clérigos – é bem perceptível a influência italiana nessa igreja da segunda metade do século XVIII. O traçado poligonal e ovalado marcam bem esta característica. Não se sabe quem foi o autor e executor do projeto. Suas obras permaneceram paralisadas por mais de um século. O exterior é imponente e se encaixa perfeitamente no conjunto paisagístico ao seu redor. O interior é bem simples e teve seu acervo de artes sacras transferido para o Museu Arquidiocesano. Merece destaque o altar-mor em cedro e um dos maiores santos-do-pau-oco de Minas. Da torre se tem uma bela vista de Mariana.

Igreja Nossa Senhora do Carmo – está localizada na Praça Minas Gerais e surgiu a partir de um pequeno templo erguido em 1759. Suas obras foram iniciadas em 1783, e concluídas apenas no século seguinte. Na fachada o escudo possui três estrelas, representando os três grandes santos carmelitas: profeta Elias, a mística Teresa D’ávila e Simão Stock. Este último, um nobre que aderiu à ordem, aparece na pintura da nave. Recebe um escapulário com a missão de espalhar no ocidente a devoção à Virgem do Carmo. A igreja foi quase completamente destruída por um incêndio em janeiro de 1999, quando sua restauração total estava prestes a ser concluída. O teto, pintado pelo famoso mestre Francisco Xavier Carneiro, desabou. O altar-mor não foi consumido pelas chamas. A fachada, o telhado e as paredes internas foram recuperadas, minimizando a perda irreparável das pintura.

Casa da Câmara e Cadeia – o projeto de construção Casa de Câmara e Cadeia de Mariana é de 1762 e possui autoria de José Pereira dos Santos. Em 1768 iniciou-se a obra de construção desse imponente prédio. A sua construção demorou 30 anos e esteve sob a responsabilidade do mestre José Pereira Arouca.

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Maria Fumaça – Estação Ouro Preto

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Maria Fumaça – Estação Ouro Preto

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Maria Fumaça – Estação Ouro Preto

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Maria Fumaça – Estação Ouro Preto

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Maria Fumaça (Ouro Preto – Mariana)

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Maria Fumaça (Ouro Preto – Mariana)

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Maria Fumaça (Ouro Preto – Mariana)

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Maria Fumaça (Ouro Preto – Mariana)

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Maria Fumaça (Ouro Preto – Mariana)

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Maria Fumaça (Ouro Preto – Mariana)

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Maria Fumaça (Ouro Preto – Mariana)

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Catedral Basílica da Sé ou de Nossa Senhora da Assunção – Mariana

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Coreto – Praça Gomes Freire – Mariana

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Igreja Nossa Senhora do Carmo – Mariana

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Mariana – MG

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Igreja de São Pedro dos Clérigos – Mariana

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Igreja de São Pedro dos Clérigos – Mariana

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Casa da Câmara e Cadeia – Mariana

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Seminário Maior São José – Mariana

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Seminário Maior São José – Mariana

 

 

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