Minas Gerais

Inhotim – Brumadinho (MG)

Portuguese/English

Inicio esse post com o pensamento de Friedrich Nietzsche – “A arte e nada mais que a arte! Ela é a grande possibilitadora da vida, a grande aliciadora da vida, o grande estimulante da vida.”

Top this post with the thought of Friedrich Nietzsche – “Art and nothing but art! She is the great enabler of life, the great recruiter of life, the great stimulant of life. “

As férias de verão/2015 há muito terminaram e entramos em abril. Nossa próxima viagem em família está confirmada, mas será em julho – nas férias de inverno! Mas para quem ama viajar, essa lacuna é insuportável, inquietante… o que fazer para atenuar essa ansiedade em cair na estrada? Resposta: cair na estrada… De preferência rumo ao desconhecido!

Summer / 2015 holiday long finished and entered in April, our next family trip is confirmed, but will be in July – in winter holidays! But for those who love to travel, this gap is unbearable, disturbing … what to do to alleviate the anxiety hit the road? Answer: hit the road … Preferably into the unknown!

Pesquisa daqui… pesquisa dali… surge um feriado… É isso! Vamos dar uma escapadinha para algum lugarzin… Adivinhou? Pois é, fala de mineirim é assim mêsss. Máêtapovimbão, sô… Adoramos visitar Minas Gerais!

Search here … Search there… comes a holiday … That’s it! Let’s take a quick getaway for some lugarzin … You guessed it? Well, speaking Mineirim is so mêsss. Máêtapovimbão, sô … We love visiting Minas Gerais!

Decidimos então por um lugar que há muito tempo estava em nossa lista: Instituto Inhotim! Um lugar de meditações profundas e de revelações misteriosas!

We decided for a place that had long been on our list: Institute Inhotim! A place of profound meditations and mysterious revelations!

O Instituto Inhotim fica na cidade de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte – capital do Estado de Minas Gerais, a terceira maior região metropolitana do Brasil.

Localizada no Vale do Paraopeba, Brumadinho possui belezas naturais, riquezas históricas e culturais. Com uma população de 35 mil habitantes, a cidade tem uma área de 634,4 km² e está situado no final do Maciço do Espinhaço e início do Tabuleiro do Oeste. Começou a ser colonizado quando os “insubmissos” da Guerra dos Emboabas se dirigiram para lá, fugindo da repressão, a fim de garimpar ouro, livres dos elevados tributos da Coroa. Junto com a freguesia de Bonfim do Paraopeba, foram também criados pelo Regente Feijó, em 1832, os municípios de Matheus Leme e Piedade do Paraopeba. O distrito foi criado em 1923 e emancipou-se em 1938, desmembrando-se de Bonfim, integrando-se à Região Metropolitana de Belo Horizonte. Desde sua criação, o Instituto Inhotim estabeleceu relações multidimensionais com a cidade, seja como local de trabalho para a população seja como agente propulsor de desenvolvimento social, educativo e cultural.

O Instituto Inhotim articula diversas atividades em conjunto com a comunidade da cidade de Brumadinho e do seu entorno. Desde a valorização de manifestações culturais populares, ao incremento de negócios das redes gastronômica e hoteleira, passando pela mobilização social e pesquisas de resgate histórico, o Inhotim se afirma como um ator relevante nas relações da cidade. Segundo empregador do município, o Inhotim tem sido fundamental na formação profissional dos jovens de Brumadinho que têm no Instituto o seu primeiro emprego e a abertura de incontáveis e inovadoras perspectivas de futuro.

Inhotim Institute is in the town of Brumadinho, 60 km from Belo Horizonte – capital of Minas Gerais, the third largest metropolitan area in Brazil.

Located in the valley of Paraopeba, Brumadinho has natural beauty, historical and cultural wealth. With a population of 35,000 inhabitants, the city has an area of ​​634.4 km² and is situated at the end of the Massif of Stranglethorn and early West Board. Began to be colonized when the “unruly” of Emboabas War went there, fleeing repression in order to pan for gold, free of high taxes of the Crown. Along with the Paraopeba Bonfim parish, were also created by the Regent Feijó in 1832, the municipalities of Matheus Leme and Piedade do Paraopeba. The district was created in 1923 and emancipated in 1938, splitting it in Bonfim, integrating the metropolitan region of Belo Horizonte. Since its inception, the Inhotim Institute established multidimensional relations with the city, either as a workplace for the population is as propellant social, educational and cultural.

Inhotim Institute combines various activities together with the community of the city of Brumadinho and its surroundings. Since the appreciation of popular cultural events, to increase business of gastronomic and hotel networks, through social mobilization and historical review of research, Inhotim is stated as a relevant actor in the city relations. According employer in the city, Inhotim has been instrumental in training of young people who have the Institute Brumadinho your first job and the opening of countless innovative and future prospects.

Sinceramente… não tente definir o Inhotim. O Instituto nasceu para ser interpretado… para ser sentido!!! É o maior centro de arte contemporânea a céu aberto do mundo! Entrar no parque é experimentar um novo mundo. Colaborando com artistas no comissionamento de novas obras, ou adaptando trabalhos já existentes a espaços construídos especificamente para abrigá-los, os projetos artísticos de Inhotim relacionam-se com a natureza e paisagismo envolvente, principalmente, o impressionante conjunto de trabalhos exteriores de grande escala. Criado a partir de um jardim privativo, o Inhotim desenvolveu uma intensiva linha de trabalho que visa a preservação da vegetação e o desenvolvimento da pesquisa botânica, buscando novas formas de preservar a biodiversidade da região e do Brasil. É fascinante!

As mais de 5 mil espécies da coleção do Jardim Botânico Inhotim representam 28% das famílias botânicas conhecidas do planeta. A disposição das plantas em um projeto paisagístico, assinados pelo paisagista Pedro Nehring, não existe em nenhum outro lugar do mundo e encanta os visitantes!

O parque também abriga uma coleção de arte contemporânea internacionalmente reconhecida – o lugar é realmente maravilhoso! Além das galerias dedicadas a exposições individuais de artistas e das obras externas permanentes, quatro galerias – Fonte, Lago, Mata e Praça – recebem exposições temporárias de obras que integram a coleção de arte contemporânea que, atualmente, conta com mais de 700 trabalhos de 200 artistas de diferentes países do mundo.

Honestly … do not try to set the Inhotim. The Institute was born to be construed … to be felt !!! It is the largest center for contemporary art in the open air in the world! Enter the park is to experience a new world. Collaborating with artists in the commissioning of new works, or adapting existing works the spaces built specifically to house them, artistic designs of Inhotim relate to the nature and surrounding landscaping, especially the impressive array of outdoor works of great scale. Created from a private garden, Inhotim developed an intensive line of work focuses on the conservation of vegetation and the development of botanical research, seeking new ways to preserve the biodiversity of the region and Brazil. It’s fascinating!

The more than 5000 species of the Botanical Garden Inhotim collection represent 28% of known plant families in the world. The arrangement of plants in a landscape design, landscape signed by Peter Nehring, exists nowhere else in the world and charms!

The park also houses a collection of contemporary art internationally recognized – the place is really wonderful addition to the galleries dedicated to solo exhibitions of artists and permanent external works, four galleries – Source, Lake, Woods and Square – receive temporary exhibitions of works part of the contemporary art collection that currently has more than 700 works by 200 artists from different countries.

Juntamente com o seu papel cultural, atividade que lhe valeu a classificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) pelo Governo Federal e do Governo do Estado de Minas Gerais, em 2010, recebeu o título de Jardim Botânico pela Comissão Nacional de Jardins Botânicos.

Devemos agradecer ao idealizador desse projeto, o empresário mineiro Bernardo de Mello Paz, por essa obra prima da humanidade, no Brasil. Ele conseguiu transformar uma propriedade privada em um lugar singular, com um dos mais relevantes acervos de arte contemporânea do mundo e uma coleção botânica que reúne espécies raras e de todos os continentes.

O Instituto Inhotim recebe milhares de pessoas de diversas faixas etárias, das mais diferentes formações acadêmicas e de todas as partes do mundo. Para visitar toda a extensão do parque é preciso ter disposição e também, no mínimo, dois dias disponíveis. A programação de passeios é intensa e os lugares uma vez conhecidos, ficarão para sempre na memória e no coração.

* Optamos por comprar o passaporte de 3 dias, para o ritmo não ficar pesado para as crianças! E foi uma decisão acertada, ainda mais porque fizemos o passeio todo a pé, sem o auxílio do transporte interno. Afinal a graça do lugar está justamente em caminhar pelas várias trilhas, com seus 50 tons de verde, e se surpreender ao final, com galerias imensas que revelam obras de extraordinário valor artístico, e que se integram com a natureza de maneira simples e ao mesmo tempo espetacular… Uma experiência inesquecível!!!

Along with its cultural role, an activity that earned him the Civil Society Organization classification Public Interest (OSCIP) by the Federal Government and the Government of the State of Minas Gerais, in 2010, received the title of the National Botanic Garden of Gardens Commission botanists.

We must thank the creator of this project, the mining entrepreneur Bernardo Paz de Mello, for this masterpiece of humanity, in Brazil. He managed to turn a private property in a unique place, with one of the most important contemporary art collections in the world and a botanical collection which brings together rare and from all continents.

Inhotim Institute receives thousands of people of different ages, from different academic backgrounds and from all over the world. To visit the entire length of the park is necessary to have available and also at least two days available. The program is intense rides and places once known, will be forever in the memory and heart.

* We chose to purchase 3 days passport to the rhythm does not get heavy for kids! And it was a right decision, especially because we all walk walk without the aid of the internal transport. After all the grace of the place is just to walk the various trails, with its 50 shades of green, and be surprised at the end, with lots of galleries showing works of extraordinary artistic value, and that integrate with nature in a simple manner and at the same spectacular time … An unforgettable experience !!!

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Recepção

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O Inhotim distribui um mapa, que funciona como um guia para a visitação! No mapa o parque é dividido em 3 eixos que compõem as rotas sugestivas para a visita: eixo rosa, amarelo, laranja. Mas também existe, segundo Ricardo Freire, a estratégia aleatória, que é não ter roteiro pré-definido, é deixar-se surpreender! Isso também é bem legal e importante, mas em certas aventuras… No Inhotim, o melhor é seguir o mapa entre os seus eixos, pois o parque por ser muito grande, mais de 110 hectares abertos à visitação, precisa de um bom planejamento de visita para não perdermos nada! Vai por mim!!!

Em nosso primeiro dia desbravamos todo o eixo rosa e parte do amarelo! É bom lembrar que fazíamos questão de estar no parque no horário de abertura – 9h30.

O eixo rosa é composto por 6 galerias (G) e por 4 obras integradas à natureza (A), além dos destaques botânicos (B).

Inhotim distributes a map, which acts as a guide for visiting! On the map the park is divided into three axes that make up the suggestive routes to visit: pink shaft, yellow, orange. But there is also, according to Ricardo Freire, the random strategy, which is not pre-defined script, is to let yourself be surprised! This is also really cool and important, but in certain adventures … In Inhotim, it is best to follow the map between their axes, for the park to be very large, more than 110 hectares open to visitors, you need a good business plan not to lose anything! Take it from me !!!

On our first day blazed through all pink shaft and part yellow! Remember that we made it out in the park at opening hours – 9:30 AM.

Pink axis consists of 6 galleries (G) and four works included the nature (A), in addition to the botanical highlights (B).

Convido você a seguir o mesmo roteiro escolhido por nós – foi muito interessante! Com o mapa em mãos, após passar pela recepção, seguimos a trilha a direita… em direção ao eixo rosa – (A4) Bisected Triangle Interior Curve.

– Bisected Triangle Interior Curve (A4), de Dan Grahan. A obra consiste em vidro espelhado e aço inoxidável.  A partir de 1987, Graham começou a produzir pavilhões que se colocavam na linha tênue entre a arquitetura e a escultura, discutindo não só a questão da habitação e do urbanismo nas grandes cidades como também o lugar da arte e sua relação com o espectador. Seus pavilhões têm como material constitutivo básico – os vidros – quase sempre com espelhamentos – e seguros por bordas de metal. A partir de formas simples, os espelhos provocam distorções em seus reflexos, assim como sobrepõem camadas de profundidade, causando confusão na percepção do espaço ao redor, misturando o dentro e o fora. O fato de os pavilhões estarem muitas vezes instalados no exterior dos prédios faz com que o trabalho de Graham reflita sobre as ligações entre a arquitetura e o seu espaço circundante, o que se evidencia em Inhotim, onde o diálogo entre arquitetura-escultura e paisagem-jardim aparece com ênfase.

I invite you to follow the same route chosen by us – it was very interesting! With the map in hand, after passing through the reception, we follow the trail right … toward the pink shaft – (A4) bisected Triangle Interior Curve.

– Bisected Triangle Interior Curve (A4), Dan Graham. The work consists of mirrored glass and stainless steel. In 1987, Graham began producing flags that were placed on the fine line between architecture and sculpture, discussing not only the issue of housing and urban development in large cities as well as the place of art and its relationship with the viewer. Its pavilions have a basic construction material – glasses – almost always with mirrors – and secured by metal edges. From simple forms, the distorting mirrors in your reflexes, as well as overlapping layers of depth, causing confusion in the perception of space around, mixing the inside and the outside. The fact that the pavilions are often installed outside of the buildings makes Graham’s work reflects on the links between architecture and its surrounding space, which is evident in Inhotim, where dialogue between architecture, sculpture and paisagem- garden appears with emphasis.

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Bisected Triangle Interior Curve (A4) – Dan Grahan

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Voltamos um pouco, no mapa, em direção ao A7 – Yayoi Kusama – Narcissus Garden – A obra evoca o mito de Narciso, que se encanta pela própria imagem projetada na superfície da água, a obra constrói um enorme espelho, composto por centenas de pequenos espelhos convexos, que distorcem, fragmentam e, sobretudo, multiplicam a imagem daquele que a contempla – contemplando, assim, necessariamente a si próprio.

É uma nova versão da escultura-chave de Yayoi Kusama originalmente apresentada em 1966 para uma participação extra-oficial da artista na 33 Bienal de Veneza. Naquela ocasião, Kusama instalou, clandestinamente, sobre um gramado em meio aos pavilhões, 1.500 bolas espelhadas que eram vendidas aos passantes por US$ 2 cada. A placa alojada entre as esferas – “Seu narcisismo à venda” – revelava de forma irônica sua mensagem crítica ao sistema da arte e seus sistemas de repetição e mercantilização. A intervenção levou à retirada de Kusama da Bienal, onde ela só retornou representando o Japão oficialmente em 1993. Na versão de Inhotim, 500 esferas de aço inoxidável flutuam sobre o espelho d’água do Centro Educativo Burle Marx, criando formas que se diluem e se condensam de acordo com o vento e outros fatores externos e refletindo a paisagem de céu, água e vegetação, além do próprio espectador, criando, nas palavras da artista, “um tapete cinético”.

We went back a little, on the map, toward the A7 – Yayoi Kusama – Narcissus Garden – The work evokes the myth of Narcissus, who are dazzled by the projected image on the water surface, the work builds a huge mirror, composed of hundreds of small convex mirrors, distorting, fragment and, above all, multiply the image of the one who contemplates – contemplating thus necessarily himself.

It is a new version of the sculpture key Yayoi Kusama originally presented in 1966 to an unofficial participation of the artist in the 33 Venice Biennale. At that time, Kusama installed clandestinely on a lawn among the pavilions, 1,500 balls mirrored that were sold to passers-by for $ 2 each. The board housed between the spheres – “Your narcissism for sale” – revealed ironically his critical message to the art system and its repetition and commercialization systems. The intervention led to Kusama withdrawal of the Biennale, where she only returned officially representing Japan in 1993. In Inhotim version, 500 stainless steel ball float on the water surface of Burle Marx Educational Center, creating forms that are diluted and condense according to the wind and other external factors reflecting the sky and landscape, water and vegetation, besides the spectator himself, creating, in the words of the artist, “a kinetic carpet”.

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Trilha em direção a obra de Yayoi Kusama – Narcissus Garden (A7)

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Yayoi Kusama – Narcissus Garden (A7)

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Yayoi Kusama – Narcissus Garden (A7)

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Yayoi Kusama – Narcissus Garden (A7)

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Yayoi Kusama – Narcissus Garden (A7)

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Yayoi Kusama – Narcissus Garden (A7)

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Yayoi Kusama – Narcissus Garden (A7)

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Yayoi Kusama – Narcissus Garden (A7)

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Yayoi Kusama – Narcissus Garden (A7)

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Seguindo a trilha em direção a próxima obra…

Seguindo em frente, passamos pelo Restaurante Oiticica e a obra de Hélio Oiticica (A12) – Invenção da Cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe. Essa obra faz parte de um grupo de seis trabalhos que se articulam em torno da praça e do quadrado, já que em inglês a palavra “square” tem os dois significados. Estas obras são propostas de edificações ao ar livre, que o artista não chegou a executar em vida e cujas instruções de realização foram minuciosamente anotadas por ele em textos, plantas, desenhos técnicos, diagramas, maquetes e amostras. Baseados no quadrado, estes espaços se oferecem ao espectador como grandes áreas de permanência e de convívio, colocando-o em contato vivencial com a forma, a cor e os materiais. A tendência à criação de categorias para nomear e organizar suas obras é marca da produção de Oiticica desde o início. Assim, os Magic Squares pertencem ao grupo de trabalhos Penetráveis, em que a pesquisa do artista em torno da ocupação do espaço pela cor atinge escala ambiental e se articula com uma idéia de renovação do espaço arquitetônico, aproximando-o ao jardim, à praça, ao labirinto, ao parque de diversão e ao barracão. Construídas postumamente, estas obras constituem uma maneira coerente de fazer jus ao legado de Oiticica, mantendo viva sua ambiciosa proposta de junção entre arte e vida.

Moving on, we passed the restaurant Oiticica and the work of Hélio Oiticica (A12) – Invention of Color, Penetrable Magic Square # 5, De Luxe. This work is part of a group of six works that articulate around the square and the square, as in English the word “square” has two meanings. These works are outdoor building proposals, the artist did not actually perform in life and whose realization instructions were carefully noted by him in texts, plans, technical drawings, diagrams, models and samples. Based on the square, these spaces are offered to the viewer as large areas of residence and recreation, putting it in experiential contact with the shape, color and materials. The tendency to create categories to name and organize his works is a trademark of production Oiticica from the start. So the Magic Squares belong to the group of Penetrables work in the research of the artist around the color space by occupation reaches scale environmental and articulates with an idea of ​​renewal of the architectural space, bringing him to the garden, the square, the maze, the playground and the shed. Built posthumously, these works constitute a coherent way to live up to the legacy of Oiticica, keeping alive his ambitious proposal junction between art and life.

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Invenção da Cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe (A12) – Hélio Oiticica

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Invenção da Cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe (A12) – Hélio Oiticica

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Invenção da Cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe (A12) – Hélio Oiticica

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Invenção da Cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe (A12) – Hélio Oiticica

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Invenção da Cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe (A12) – Hélio Oiticica

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Invenção da Cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe (A12) – Hélio Oiticica

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Invenção da Cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe (A12) – Hélio Oiticica

– A Galeria Lago (G6) abriga algumas obras, entre as quais, as de Geta Bratescu, uma das mais importantes artistas do leste europeu, em atividade por mais de cinco décadas. Em seus trabalhos expostos no Inhotim observamos uma formação modernista sólida, notável nos seus desenhos, aliada a uma inclinação para práticas experimentais e conceituais, e no interesse pela representação do feminino.

– Em exposição também está a escultura “Cloud-Gates”, do filipino David Medalla e a monumental “Sleeping city”, do tcheco Dominik Lang, que mostra figuras de bronze entre estruturas de ferro e madeira.

– The Lake Gallery (G6) houses some works, among which, the Bratescu of Geta, one of the most important artists of Eastern Europe, active for more than five decades. In his works exhibited at Inhotim observed a strong modernist training, noted in his drawings, combined with a penchant for experimental and conceptual practices, and interest in female representation.

– On display is also the sculpture “Cloud-Gates”, the Philippine David Medalla and the monumental “Sleeping City”, the Czech Dominik Lang, showing bronze figures between iron and wood structures.

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“Cloud-Gates” – David Medalla

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“Sleeping city” – Dominik Lang

– Galeria Marcenaria (G9) – Victor Grippo – “La intimidad de la luz em St. Ives” – a sala expõe objetos e ferramentas de trabalho de um escultor dispostos sobre mesas, onde Grippo recria com sua obra o ateliê de um artista. Mas o que torna sua instalação um fato estético é a luz do dia entrando por uma pequena fresta na janela, circunscrevendo a sala ao movimento do sol. “Esse trabalho é também ambiental. É como se fosse um relógio do sol na sala. Isso é muito interessante: é um trabalho escultórico que criou um ambiente à volta que já lida com tudo, com o cosmos, com a idéia de que você está num certo lugar, num certo momento geográfico e temporal. O dia e o tempo passam pela obra”.

– Gallery Joinery (G9) – Victor Grippo – “La intimidad de la luz in St. Ives” – the room exposes objects and working tools of a sculptor arranged on tables where Grippo recreates his work with an artist’s studio. But what makes installation an aesthetic fact is daylight entering through a small opening in the window, circumscribing the room to the movement of the sun. “This work is also environmental. It is like a sun clock in the room. This is very interesting: it is a sculptural work that created an environment around which already handles everything with the cosmos, with the idea that you are in a certain place, in a geographical and temporal moment. The day and time are the work “.

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Galeria Marcenaria (G9)

Galeria Marcenaria (G9) – Victor Grippo – “La intimidad de la luz em St. Ives”

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Galeria Marcenaria (G9) – Victor Grippo – “La intimidad de la luz em St. Ives”

Continuando em frente, chegamos na obra de Edgard de Souza, sem título – (A16). As esculturas foram agrupadas pelo artista sobre uma mesma base elíptica de concreto. As esculturas representam uma figura masculina baseada no corpo do próprio artista e poderiam ser consideradas típicos auto-retratos não fosse a ausência do principal elemento de identificação de um retrato – a face. Articuladas em uma elegante disposição linear, as esculturas sugerem, em um primeiro momento, a leitura de um movimento contínuo, que se revela, em um exame mais detido, como fragmentado e sem uma óbvia relação de causa e efeito entre cada uma das poses. Estas são impossíveis e abstratas, sugerindo tanto pulsão quanto introspecção, mas também fragmentação e fusão de corpos.

Continuing on, we got in the works of Edgard de Souza, untitled – (A16). The sculptures were grouped by the artist on the same elliptical concrete base. The sculptures represent a male figure based on the artist’s own body and could be considered typical self-portraits were not the absence of the main identifier of a picture – the face. Articulated in an elegant linear array, the sculptures suggest, at first, reading a continuous movement, which is revealed in a closer look, as fragmented and without an obvious cause and effect between each of the poses. These are impossible and abstract, suggesting both drive as insight, but also fragmentation and fusion of bodies.

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Edgard de Souza, sem título (A16)

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Edgard de Souza, sem título (A16)

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Edgard de Souza, sem título (A16)

Após passar pela (A16) continuamos a trilha, essa um pouco mais extensa, passando em frente a Galeria Doris Salcedo (G8) – que estava em manutenção – seguimos então para a Galeria Miguel Rio Branco.

After passing through (A16) continue to track this a little more extensive, passing in front of Doris Salcedo Gallery (G8) – which was being repaired – then headed for Miguel Rio Branco Gallery.

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Trilha para Galeria Miguel Rio Branco (G16)

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Trilha para Galeria Miguel Rio Branco (G16)

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Trilha para Galeria Miguel Rio Branco (G16)

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Trilha para Galeria Miguel Rio Branco (G16)

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Trilha para Galeria Miguel Rio Branco (G16)

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Trilha para Galeria Miguel Rio Branco (G16)

– A Galeria Miguel Rio Branco (G16) não é muito recomendada para as crianças. Mas na parte superior há duas obras expostas em uma mesma sala que as crianças podem contemplar: Diálogos com Amaú, 1983 e Tubarões de seda, 2006 / impressão digital sobre voil.

The Miguel Rio Branco Gallery (G16) is not very recommended for children. But at the top there are two works exhibited in the same room that children can include: Dialogues with Amau, 1983 and silky sharks, 2006 / fingerprint on voile.

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Galeria Miguel Rio Branco (G16)

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Galeria Miguel Rio Branco (G16) – “Diálogos com Amaú, 1983”

Saindo da Galeria Miguel Rio Branco, caminhamos cerca de 560 metros, subindo, em direção a Galeria Matthew Barney (G12). Em um imenso galpão espelhado, que parece um óvni, fica a instalação de Matthew Barney, um trator segurando uma imensa árvore branca. Para conhecer a origem dessa obra, preste atenção na galeria Marcenaria: lá um filme mostra que o trator foi, na verdade, um bloco no Carnaval de Salvador de 2004.

Leaving the gallery Miguel Rio Branco, walked about 560 meters, rising toward Gallery Matthew Barney (G12). In a huge mirrored shed that looks like a UFO, is the installation of Matthew Barney, a tractor holding a huge white tree. To know the origin of this work, pay attention to the Joinery gallery: there a movie that shows the tractor was actually a block in the 2004 Salvador Carnival.

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Trilha para Galeria Matthew Barney (G12)

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Trilha para Galeria Matthew Barney (G12)

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Trilha para Galeria Matthew Barney (G12)

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Trilha para Galeria Matthew Barney (G12)

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Galeria Matthew Barney (G12)

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Galeria Matthew Barney (G12)

Uma das galerias que mais nos impressionou foi a imensa cúpula de vidro, Sonic Pavilion, obra do artista americano Doug Aitken (G10) que fica em um dos pontos mais altos do terreno do Inhotim. Quando adentramos, logo percebemos se tratar de um lugar onde a ciência se enlaça com a arte e a música de todos os mistérios. E quem lá entra, ouve – em tempo real – o som que emana das camadas mais profundas da Terra – uma verdadeira viagem ao centro da Terra. Em alguns momentos o som alcança uma intensidade alta, parecendo um trovão e em outras, ele suaviza ficando quase imperceptível aos ouvidos! E nós, ali – parados, imóveis… curiosos e admirados! Aí está, uma obra de arte que não pode ser vendida ou comprada, apenas admirada, pois ao Inhotim ela pertence… para sempre…

* Foram instalados microfones em um buraco de 202 metros de profundidade, o que tornou a audição possível.

One of the galleries that impressed us most was the huge glass dome, Sonic Pavilion, the American artist Doug Aitken work (G10) which is in one of the highest points of CACI terrain. When we enter, we soon realized it is a place where science is snared with art and music of all mysteries. Who goes there, listen – in real time – the sound emanating from the deeper layers of the earth – a real journey to the center of the Earth. At times the sound reaches a high intensity, like a thunder and in others, it softens getting almost imperceptible to the ear! And we lived there – still, real estate … curious and amazed! There is a work of art that can not be bought or sold, only admired because it belongs to Inhotim … forever …

* Microphones were installed in a hole 202 feet deep, which made possible hearing.

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Doug Aitken (G10) – Sonic Pavilion

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Doug Aitken (G10) – Sonic Pavilion

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Doug Aitken (G10) – Sonic Pavilion

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Doug Aitken (G10) – Sonic Pavilion

Encerramos o eixo rosa com a maravilhosa obra de Doug Aitken e, seguimos para o eixo amarelo, pela mesma trilha, em direção ao G2 – Galeria True Rouge.

We ended the pink shaft with the wonderful work of Doug Aitken and follow to the yellow axis, the same trail, toward the G2 – True Rouge Gallery.

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Trilha em direção a Galeria True Rouge (G2)

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Trilha em direção a Galeria True Rouge (G2)

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Trilha em direção a Galeria True Rouge (G2)

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Trilha em direção a Galeria True Rouge (G2)

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Trilha em direção a Galeria True Rouge (G2)

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Trilha em direção a Galeria True Rouge (G2)

– Galeria True Rouge (G2) – é uma obra de Tunga que surge de um poema de Simon Lane e que descreve uma ocupação do espaço pelo vermelho, valendo-se de trocadilhos entre a língua inglesa e a francesa. Os objetos que pendem do teto, unidos por estruturas interdependentes, aludem a um grande teatro de marionetes: uma escultura de manipulação, que, se valendo da gravidade, não chega a tocar o chão.

True Rouge Gallery (G2) – is a work of Tunga that comes from a poem by Simon Lane and describing an occupation of space by red, making use of puns between the English and the French. The objects that hang from the ceiling, joined by interdependent structures, allude to a large theater of puppets: a sculpture of manipulation, which, taking advantage of gravity, does not actually touch the floor.

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Galeria True Rouge (G1)

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Galeria True Rouge (G2)

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Galeria True Rouge (G2)

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Galeria True Rouge (G2)

Ao lado da Galeria True Rouge fica a obra de Almicar de Castro (A2) – Gigante dobrada – a escultura convida o espectador a explorar sua relação entre interioridade e exterioridade, descobrindo com o corpo a fascinante simplicidade de sua construção.

Beside the Gallery True Rouge is the work of Almicar Castro (A2) – Giant folded – the sculpture invites the viewer to explore the relationship between interiority and exteriority, discovering the body with the fascinating simplicity of its construction.

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Almicar de Castro (A2) – Gigante dobrada

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Almicar de Castro (A2) – Gigante dobrada

Após a obra de Almicar, a poucos passos, está a Galeria Mata,  que expõe obras interessantes, como a de Edward Kransinski, figura central da vanguarda polonesa. Desde o início do seu trabalho, Krasinski desenvolveu estratégias conceituais que buscavam reduzir a escultura a uma linha. Nesta pesquisa, descobriu a fita adesiva azul que passou a ligar várias superfícies, sempre instalada à altura de 130 cm, tornando-se a assinatura pela qual é hoje conhecido. Em um gesto radical, em 1970 Krasinski colou a fita azul nas paredes do pátio do Musée d’Art Moderne de la Ville transformando um ready-made monocromático de uso industrial em obra de arte. Sem título é uma instalação que desdobra e aprofunda este procedimento, integrando o espectador ao espaço pelo uso de um sutil e desorientador jogo de espelhos. A linha azul que liga os espelhos percorrendo o espaço expositivo e, em última instância, o corpo do espectador, constrói um desenho espacial e revela as obsessões do artista. Edward Krasinski: “houve um tempo em que a fita me dominou. Fiquei enfeitiçado. Agora posso fazer o que quiser com ela”.

After the work of Almicar, a few steps, is the Forest Gallery, which exhibits interesting works such as Edward Kransinski, central figure of the Polish avant-garde. Since the beginning of his work, Krasinski developed conceptual strategies that sought to reduce the sculpture to a line. In this research, discovered the blue tape now connecting various surfaces, always installed to the height of 130 cm, making it the signature by which it is known today. In a radical gesture, in 1970 Krasinski pasted the blue tape on the walls of the courtyard of the Musée d’Art Moderne de la Ville transforming a monochrome ready-made industrial use in the artwork. Untitled is an installation that unfolds and deepens this, integrating the viewer into space by the use of a subtle and misleading game of mirrors. The blue line connecting the mirrors covering the exhibition space and, ultimately, the body of the spectator, builds a spatial design and reveals the artist’s obsessions. Edward Krasinski: “There was a time when the tape overwhelmed me. I was spellbound. Now I can do what you want with it. “

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Obra sem título – Galeria Mata (G1)

Em outra sala da Galeria Mata um chão de compensado de madeira cobre o original de cimento. Ao articular as placas e equipá-las com puxadores, Renata Lucas faz deste elemento arquitetônico um protagonista. Da superfície plana é possível erigir quinas, paredes e volumes que não só requalificam a função do chão, como alteram a configuração do espaço, como uma arquitetura móvel. “Falha”, apesar de estrutura interativa, não se presta ao joguete. Para alterar sua disposição é preciso raciocínio e força física, quiçá a ajuda de alguém. Em outros momentos de sua obra, a artista moveu paredes, removeu divisórias, reproduziu espaços, encobriu e expôs materiais, insinuou asfalto numa alameda, cobriu ruas de asfalto com madeira, permeou a cidade ao interior de edifícios, integrou casas à rua, forjou ruínas, construiu cantos, abriu portas, criou pavimentos, habitou secretamente espaços inabitados e esvaziou outros, populosos. Todas essas ações ela chama de ficções em relação ao que seria a natureza das cidades. Mais do que trabalhar com arquitetura, o que está em questão na obra de Renata Lucas é o lugar, em sua acepção relacional, institucional, geográfica, política e afetiva.

In another room of the Forest Gallery a wooden plywood floor covers the cement original. By articulating the plates and equip them with handles, Renata Lucas makes this architectural element a starring. The flat surface edges is possible to erect walls and volumes to re-qualify the ground not only function as altering the configuration of the space such as a mobile architecture. “Failed”, despite interactive structure, does not lend itself to the pawn. To change your disposal is necessary reasoning and physical strength, perhaps to help someone. At other times of his work, the artist moved walls, partitions removed, reproduced spaces, concealed and exposed materials, asphalt hinted at a mall, covered asphalt streets with wood, permeated the city to indoor use, integrated homes for street, forged ruins built corners, opened doors, created floors, secretly dwelt uninhabited spaces and emptied others populous. All these actions she calls fictions about what would be the nature of cities. More than working with architecture, which is at issue in the work of Renata Lucas is the place, in its relational sense, institutional, geographical, political and affective.

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“Falha” – Galeria Mata (G1)

Na última sala, já na saída, está a “Seção diagonal”, que propõe uma relação ativa com o espectador, causando uma reação inicial de descoberta e de surpresa, seguida de um momento que pode variar do encantamento à decepção. A obra é composta de elementos e materiais básicos, aqueles mesmos encontrados na sala de exposição e utilizados na sua construção: paredes, teto e piso; tinta, luminárias e cera. Contudo, ela propõe um deslocamento da nossa percepção ao sugerir a presença de um elemento que, afinal, não existe no espaço. A obra acontece na transformação deste espaço pela inclusão de uma linha diagonal que o divide, criando um campo de cor. A obra se confunde com a sala de exposição que a antecede e a acolhe – causando, por isso, a confusão em nossa percepção. Na obra de Marcius Galan, o ilusionismo tem papel importante, seja na imitação de objetos industriais com esmero artesanal, seja ao impor relações físicas e espaciais estranhas aos materiais, de certa maneira forjando sua transformação. Em Seção diagonal, este jogo extrapola a representação e o objeto e, em última instância, faz o espectador re-examinar sua própria presença no espaço. Depois de experimentar a obra por uma vez, resta a frágil lembrança daquele momento inicial, cuja repetição é, pelo menos imediatamente, impossível.

In the last room, since the output is the “diagonal Section”, which proposes an active relationship with the viewer, causing an initial reaction of discovery and surprise, followed by a moment that can range from charming to disappointment. The work is composed of basic elements and materials, those same found in the showroom and used in its construction: walls, ceiling and floor; ink, lamps and wax. However, it proposes a shift in our perception to suggest the presence of an element which, after all, does not exist in space. The work happens in the transformation of this space by adding a diagonal line that divides, creating a color field. The work is indistinguishable from the showroom that precedes it and the hosts – causing, so the confusion in our perception. In the work of Marcius Galan, illusionism has an important role, either in imitation of industrial objects with artisan care, either by imposing strange physical and spatial relationships to the materials in a way forging processing. Diagonal section, this game goes beyond the representation and the object and, ultimately, makes the viewer re-examine its own presence in space. After trying to work for once, left the fragile memory of that initial moment, the repetition of which is at least once, impossible.

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Seção Diagonal – Galeria Mata (G1)

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Galeria Mata (G1)

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Galeria Mata – (G1)

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“Galeria Mata” – (G1)

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“Galeria Mata” – (G1)

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Paul Mc Carthy – Boxhead – (A9)

(A1) – Tunga é um dos nomes mais importantes do acervo do Inhotim, sendo um artista fundador e balizador do conceito do seu acervo artístico. “Deleite” é uma das principais obras a ser integrada à coleção e a ser montada no Inhotim. Ao utilizar sinos, bengalas, ímãs, correntes e bancos de ferro e couro, objetos e materiais recorrentes em sua poética, o artista cria uma situação em que a fantasia é o fio condutor de uma narrativa repleta de simbolismos e com significação diversa, em um campo onde fato e ficção são confundidos.

(A1) – Tunga is one of the most important names of CACI’s collection, being a founding artist and beacon of the concept of his art collection. “Treat” is one of the major works to be integrated to the collection and to be mounted on Inhotim. By using bells, canes, magnets, chains and banks of iron and leather, recurring objects and materials in his poetry, the artist creates a situation in which the fantasy is the thread of a narrative full of symbolism and diverse meaning, in a field where fact and fiction are confused.

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(A1) – Tunga – “Deleite”

(A5) – Edgard de Souza, obra sem título – fica no jardim do Restaurante Tamboril, que aliás devemos ressaltar: possui uma comida maravilhosa!

(A5) – Edgard de Souza, untitled work – is in the restaurant’s garden monkfish, which incidentally we must emphasize: it has a wonderful food!

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(A5) – Edgard de Souza – obra sem título

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Restaurante Tamboril

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Restaurante Tamboril

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Restaurante Tamboril

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Restaurante Tamboril

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Restaurante Tamboril

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Restaurante Tamboril

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Restaurante Tamboril

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Bar do Ganso

(A8) – Em frente ao restaurante há uma trilha que nos levou a obra de Olafur Eliasson – “By Means of a Sudden Intuitive Realization”. Elemento comum na paisagem islandesa, o iglu é utilizado para cobrir as muitas nascentes de água quente que constituem a maior fonte de energia natural na ilha nórdica. Essa obra é uma adaptação deste elemento arquitetônico transportável. Mas em vez de uma nascente, o artista nos apresenta um jogo simples de luz e água, no qual, iluminada por emissões brevíssimas de luz, a água jorra continuamente surgindo diante de nossos olhos como gotas de cristal suspensas no ar. Este efeito do tempo, inerte por uma fração de segundo, é algo que acontece em nossa percepção e imaginação. Olafur Eliasson é um dos artistas de maior visibilidade internacional hoje em dia. Suas instalações, muitas vezes em grande escala, recriam artificialmente fenômenos naturais para investigar a percepção da luz, do tempo, da gravidade, do movimento e do som. Elementos recorrentes em sua produção incluem vapor, água, fogo, vento ou o Sol. Na obra de Eliasson, o prazer lúdico reside em perceber e compreender a nós mesmos, como o título dessa obra sugere.

(A8) – In front of the restaurant there is a trail that led us to the work of Olafur Eliasson – “By Means of a Sudden Intuitive Realization”. Common element in the Icelandic landscape, the igloo is used to cover the many hot springs that are a major source of natural energy in the Nordic island. This work is an adaptation of this transportable architectural element. But instead of a spring, the artist presents us with a simple play of light and water, which, illuminated by very brief light emissions, the water flows continuously emerging before our eyes like crystal droplets suspended in air. This effect of time, motionless for a split second, is something that happens in our perception and imagination. Olafur Eliasson is one of the largest international visibility artists today. Its facilities, often on a large scale, artificially recreate natural phenomena to investigate the perception of light, time, gravity, motion and sound. Recurring elements in their production include steam, water, fire, wind or the sun. In the work of Eliasson, the playful pleasure is to perceive and understand ourselves, as the title of this work suggests.

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Olafur Eliasson – “By Means of a Sudden Intuitive Realization” – (A8)

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Olafur Eliasson – “By Means of a Sudden Intuitive Realization” – (A8)

Na sequência estão as obras: (A10) – Waltercio Caldas – escultura para todos os materiais transparentes e (A11) – Zhang Huan – Gui Tuo Bei.

Following are the works: (A10) – Waltercio Caldas – sculpture for all transparent materials and (A11) – Zhang Huan – Gui Tuo Bei.

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(A10) – Waltercio Caldas

(A11) – Zhang Huan – Gui Tuo Bei – Na cultura chinesa, monumentos monolíticos carregados por uma tartaruga são comuns em lugares sagrados e espaços públicos, servindo como fonte de contextualização histórica do local e simbolizando poder político ou religioso. A tartaruga representa longevidade, resistência e solidez, daí sua presença em tais monumentos. Na obra Gui Tuo Bei (2001), Zhang Huan parte dessa tradição, entretanto, ao libertá-la de um contexto histórico-cultural pré-estabelecido, ele amplia seus significados. Situada num ponto de destaque em Inhotim, ao final da alameda que originalmente conduzia à sede da antiga fazenda, Gui Tuo Bei contrasta com as demais esculturas do parque. O estranhamento não se dá apenas pela escrita chinesa, mas também por algo de ancestral, de atemporal que a obra evoca. O texto gravado na pedra narra a história de um homem, que apesar da idade avançada, consegue com a ajuda de seus descendentes mover as montanhas que bloqueavam o caminho de sua casa. Além da mensagem universal – determinação e esforço levam à realização de qualquer objetivo – a obra revela ainda uma dimensão autoreferencial: a face do artista esculpida na tartaruga expressa o árduo trabalho de sustentar uma tradição e projetar-se para além dela. O trabalho de Zhang Huan inclui escultura, pintura, fotografia e, principalmente, performances que exploram questões ligadas ao corpo e suas relações com a história e a sociedade.

(A11) – Zhang Huan – Gui Tuo Bei – In Chinese culture, monolithic monuments carried by a turtle are common in sacred places and public spaces, serving as a source of historical context of the site and symbolizing political or religious power. The turtle represents longevity, endurance and strength, hence its presence in such monuments. In the work Gui Tuo Bei (2001), Zhang Huan part of this tradition, however, to free it from a historical-cultural context preset, it expands their meanings. Situated in a prominent spot in Inhotim, the end of the mall that originally led to the old home farm, Gui Tuo Bei contrasts with the other sculptures in the park. The strangeness is not given only by the Chinese writing, but also something ancient, timeless that the work evokes. The text engraved in stone tells the story of a man, who despite his advanced age, can with the help of his descendants move mountains blocking the path of your home. In addition to the universal message – determination and effort lead to the achievement of any goal – the book also reveals a self-referential dimension: the face of the artist carved in the turtle expresses the hard work to sustain a tradition and protrude beyond. The work of Zhang Huan includes sculpture, painting, photography and especially performances that explore issues related to the body and its relationship to history and society.

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Gui Tuo Bei – Zhang Huan – (A11)

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Gui Tuo Bei – Zhang Huan – (A11)

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Gui Tuo Bei – Zhang Huan – (A11)

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Encerramos o nosso primeiro dia com a obra de Cildo Meireles – Inmensa – A(3) – é uma versão desenvolvida especialmente para Inhotim da obra homônima criada em 1982. Na presente escultura, Cildo Meireles não apenas substitui a madeira, da qual é feita a versão original, por aço, como também amplia consideravelmente suas dimensões, criando uma nova relação de escala tanto com a paisagem em seu entorno como com o corpo humano e alterando assim a experiência estética do observador. A obra apresenta características que a aproximam da estética minimalista, como a redução formal a elementos geométricos, o serialismo e a progressão. Porém, o uso que o artista faz dessa linguagem subverte os preceitos do minimalismo, uma vez que a obra não se resume à sua forma e seu material, mas evoca uma ampla gama de significados e referências externas, algo implícito já no próprio título, que se refere não apenas ao tamanho mas ao que a obra representa: do latim, in mensa quer dizer na/sobre a mesa. Ao se apropriar de objetos de origem doméstica – um jogo de mesa e cadeiras – e alterar sua configuração usual, suas proporções e seu contexto, o artista cria uma escultura que permite várias interpretações. Formada por uma estrutura arquitetônica na qual, opondo-se à lógica, os elementos menores sustentam os maiores, a obra questiona noções de hierarquia e equilíbrio que podem ser lidas na ordem da sociedade, da política e da economia.

We ended our first day with the work of Meireles – Inmensa – A (3) – is a version specially developed for Inhotim the homonymous work created in 1982. In this sculpture, Meireles not only replace the wood, which is made original version, for steel, but also considerably extends its dimensions, creating a new relationship of both scale with the landscape around it as with the human body and thus changing the aesthetic experience of the observer. The work presents characteristics that approach the minimalist aesthetic, as the formal reduction to geometric elements, serialism and progression. However, the use that the artist makes this language undermines the principles of minimalism, since the work is not limited to its form and material, but evokes a wide range of meanings and external references, something already implicit in the title, which refers not only to the size but what the work is: Latin, in mensa mean in / on the table. By appropriating domestic source objects – a set of table and chairs – and change its usual configuration, its proportions and its context, the artist creates a sculpture that allows various interpretations. Formed by an architectural structure in which, opposing the logic, the smallest elements support the largest, work questions notions of hierarchy and balance that can be read in the order of society, politics and the economy.

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Inmensa – Cildo Meireles – (A3)

– Chegamos exatamente as 9h30 no Inhotim para o nosso segundo dia… e resolvemos começar pelo eixo laranja… que por ser muito extenso consumiu todo o dia. Mas foi muito bacana!!!

Passando da recepção, seguimos pela esquerda, em direção a obra de Lygia Pape (G20) – Ttéia (Fio Metalizado). O título da obra faz alusão à “teia”, resultado do interesse da artista pelas perambulações na cidade, e à “tetéia”, uma palavra coloquial para denominar pessoa ou coisa graciosa. A instalação de sua obra no Inhotim é resultado de experiências que Lygia Pape iniciou em 1977, com seus alunos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ), utilizando fios esticados em meio à natureza. No início de 1990, a artista ensaiou outro desdobramento dessa pesquisa, utilizando malhas lançadas entre prédios e espalhadas pela cidade, como uma “proposta de solidariedade”. Essa foi uma obra que visitamos duas vezes!

– We got exactly 9:30 in Inhotim for our second day … and we decided to start with the orange axis that … for being too extensive consumed throughout the day. But it was very nice !!!

Passing the reception, followed by the left, toward the work of Lygia Pape (G20) – Ttéia (metallic yarn). The title of the work alludes to the “web”, result in the interest of the artist wandering in the city, and “teteia,” a colloquial word to denote person or graceful thing. The installation of his work at Inhotim is the result of experiences that Lygia Pape began in 1977, with his students at the School of Visual Arts of Parque Lage (RJ) using stretched wire in nature. In the early 1990s, the artist tried another offshoot of this research, using meshes released between buildings and throughout the city, as a “proposal of solidarity.” This was a work we visited twice!

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Galeria Lygia Pape (G20) – “Ttéia”

* A galeria de Lygia Pape (G20) está inserida em meio a natureza e de uma forma extraordinária! Acima dela há uma Igrejinha que vale a visita!

* Lygia Pape gallery (G20) is set in the midst of nature and in an extraordinary way! Above it there is a small church that is worth the visit!

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Trilha que leva a Galeria Lygia Pape (G20)

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Trilha que leva a Galeria Lygia Pape (G20)

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Trilha que leva a Galeria Lygia Pape (G20)

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Trilha que leva a Galeria Lygia Pape (G20)

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Trilha que leva a Galeria Lygia Pape (G20)

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Trilha que leva a Galeria Lygia Pape (G20)

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Trilha que leva a Galeria Lygia Pape (G20)

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Trilha que leva a Galeria Lygia Pape (G20)

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Galeria Lygia Pape (G20)

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Galeria Lygia Pape (G20)

– Galeria Adriana Varejão (G7) – A artista plástica Adriana Varejão também tem galeria exclusiva, que impressiona com a arquitetura imponente: um imenso bloco de concreto parece suspenso sobre o lago sereno. Dentro, obras que misturam pintura, escultura e arquitetura. A artista trabalha principalmente com azulejos. Nos trabalhos reunidos na galeria, é possível acompanhar a diversidade de interesses de sua obra e a variedade de fontes de sua pesquisa – a abstração, a ruína, o monumento, o monocromatismo, a violência; a história, as ciências naturais, a arquitetura.

– Gallery Adriana Varejao (G7) – The artist Adriana Varejao also has exclusive gallery, which impresses with imposing architecture: a huge concrete block seems to be suspended over the serene lake. Inside, works that combine painting, sculpture and architecture. The artist works primarily with tiles. In the works gathered in the gallery, you can track the diversity of interests of his work and the variety of sources of your search – abstraction, ruin, the monument, the monochrome, violence; history, natural sciences, architecture.

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Galeria Adriana Varejão (G7)

Iniciando o percurso, na entrada da Galeria, está Panacea Phantastica, um conjunto de azulejos que tem retratados 50 tipos de plantas alucinógenas de diversas partes do mundo. Concebida como um múltiplo que pode se adaptar a qualquer arquitetura, a obra aqui se transformou num banco na entrada do pavilhão, um espaço de contemplação e convívio. Num dos azulejos, um texto sugere a relação entre os efeitos alucinógenos das plantas e mudanças na percepção que podem ser provocadas também pela arte.

Starting the route, at the entrance of the gallery, is Phantastica Panacea, a set of tiles that have portrayed 50 types of hallucinogenic plants from all over the world. Designed as a multiple that can adapt to any architecture, the work here has become a bench in the pavilion entrance, a contemplation and living space. In one tile, a text suggests the relation between plants and hallucinogenic effects of changes in perception can also be caused by the art.

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Panacea Phantastica

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Panacea Phantastica

No primeiro andar, uma parede branca quebrada revela vísceras no seu interior. Nestas esculturas, a arquitetura se associa ao corpo, e a matéria de construção se torna carne. A obra foi inspirada no desabamento do Hotel Linda do Rosário, no centro do Rio de Janeiro, em 2002, cujas paredes azulejadas caíram sobre um casal num dos cômodos do prédio.

On the first floor, a broken white wall reveals guts inside. In these sculptures, the architecture is associated with the body, and the field of construction becomes flesh. The work was inspired by the collapse of the Hotel Linda Rosario, in the center of Rio de Janeiro in 2002, whose tiled walls fell on a couple in one of the rooms of the building.

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Linda do Rosário

O Colecionador, por sua vez, é a maior pintura da série Saunas, e faz uso de uma palheta quase monocromática para criar um labirinto interior idealizado. Com seus jogos de luz e sombras, a pintura evoca espaços de prazer e sensualidade e reflete a arquitetura do pavilhão, propondo uma continuidade virtual do espaço.

The collector in turn, is the largest paint saunas series, and makes use of a quasi-monochromatic palette to create an idealized inner labyrinth. With its play of light and shadows, the painting evokes spaces of pleasure and sensuality and reflects the flag architecture, proposing a virtual continuity of space.

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O Colecionador

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O Colecionador

No segundo andar, Adriana Varejão propõe uma articulação entre pintura escultura e arquitetura, revisando elementos e referências históricas e culturais. Especialmente criada para o espaço a partir de um painel original, a obra Celacanto Provoca Maremoto vale-se do Barroco e da azulejaria portuguesa como principais referências históricas, mas também da própria história colonial que une Portugal e Brasil: afinal, aqui estamos nós domínios do mar, o grande elemento de ligação entre velho e novo mundos no período das grandes navegações. Colocados nos painéis formando um grid, os azulejos fazem referência à maneira desordenada e casual coma qual são repostos os azulejos quebrados dos antigos painéis barrocos. Assim, o maremoto é as feições angelicais impressas nas pinturas formam está calculada arquitetura do cais, com modulações cromáticas e compositivas, remetendo à cadência entre ritmo e melodia.

On the second floor, Adriana Varejao suggests a mix between sculpture and painting architecture, reviewing elements and historical and cultural references. Created especially for the space from an original panel, the Coelacanth Causes Tsunami work draws on the Baroque and Portuguese tiles main historical references, but also of their own colonial history that binds Portugal and Brazil: after all, here we are areas of sea, the great link between old and new worlds in the period of the great voyages. Placed on the panels forming a grid, the tiles refer to the disorderly and casually eat which replenished the tiles broken the old baroque panels. Thus, the tsunami is printed angelic features in the paintings form is calculated Pier architecture, with chromatic and compositional modulations, referring to the cadence between rhythm and melody.

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Celacanto Provoca Maremoto

E no terceiro piso estão pintados nos azulejos todas as espécies de pássaros presentes no Inhotim, na obra Passarinhos de Inhotim a Demini – (pintura à mão por Beatriz Sauer).

And on the third floor tiles are painted in all kinds of gifts birds in Inhotim, the Finches work of the Inhotim Demini – (hand painting by Beatriz Sauer).

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Galeria Adriana Varejão (G7)

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Passarinhos – De Ihnotim a Demini

Subindo um pouco, no mapa, encontramos a obra (A19) – Desert Park – de Dominique Gonzalez-Foerster. Se você sentar nos grandiosos bancos de pedra, no meio da areia, você terá a impressão de estar em um deserto! Interessante!

Going up a little, on the map, we find the work (A19) – Desert Park – Dominique Gonzalez-Foerster. If you sit in the great stone benches in the middle of the sand, you have the impression of being in a desert! Interesting!

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Desert Park – Dominique Gonzalez-Foerster – (A19)

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Desert Park – Dominique Gonzalez-Foerster – (A19)

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Desert Park – Dominique Gonzalez-Foerster – (A19)

De acordo com o mapa, voltamos um pouco e avistamos um lindo lago, que contornamos e seguimos em direção ao Vandário, reinaugurado em 2014. É o primeiro Vandário aberto ao público, no Brasil, que destina-se à conservação de mais de 100 espécies naturais e cerca de 400 híbridos distribuídos em diversos gêneros de orquídeas (Orchidaceae), que compreendem o grupo Vandaceas ou Vandaceous. Originárias do Sudeste asiático e da Austrália, as Vandáceas se adaptaram extraordinariamente ao Brasil.

According to the map, we go back a bit and saw a beautiful lake, which skirted and headed toward the Vandário, reopened in 2014. It is the first open Vandário to the public, in Brazil, which is intended for the conservation of more than 100 species natural and 400 hybrid distributed in several genera of orchids (Orchidaceae), comprising the Vandaceas or Vandaceous group. Originating in Southeast Asia and Australia, the Vandáceas have adapted remarkably to Brazil.

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Em direção ao Vandário…

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Em direção ao Vandário…

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Em direção ao Vandário…

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Em direção ao Vandário…

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Vandário

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Vandário

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Vandário

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Vandário

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Vandário

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Vandário

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Vandário

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Contornamos o lago de volta, em direção a Galeria Valeska Soares (G14) para apreciar a obra “Folly” – trilha sonora “The look of love”.

Na instalação Folly, Valeska Soares cria um mundo à parte e mágico, com traços de fantasia. Sua calculada posição, ao final do lago e cercado por um nostálgico jardim, faz do pavilhão uma experiência de romantismo e sedução para o visitante, sugerindo, ao mesmo tempo, introspecção e envolvimento. Como é comum na obra de Soares, em Folly, a participação do público é fundamental para a concretização da obra, e ela só acontece plenamente por meio da vivência direta dos espaços. Uma vez dentro desta estrutura, o espectador pode perceber-se parte da dança projetada em vídeo nas paredes espelhadas em seu interior. As múltiplas imagens são formadas por reflexos, fazendo com que os dançarinos se aproximem e se afastem, bem como envolvendo o visitante ao som da canção “The look of love”, de Burt Bacharach.

O vídeo Tonight que serviu de ponto de partida para a criação da obra e é projetado em seu interior, foi gravado na boate do antigo Cassino da Pampulha, projeto de Oscar Niemeyer em Belo Horizonte, hoje museu. As imagens se relacionam com a arquitetura, que remete a um gazebo de jardim ou um coreto de praça. Para a apresentação permanente em Inhotim, foi criado em seu entorno um projeto paisagístico, desenvolvido em colaboração entre a artista e a equipe botânica de Inhotim, que se distingue do tipo de paisagismo aplicado à maior parte do parque e traz características de um jardim doméstico, com árvores frutíferas e flores. O interesse pelo jardim e pelo aspecto multisensorial da arte – além da visão, o tato e o olfato – é recorrente na obra de Soares, assim como a memória e a ficção. Deslumbrante!!!

We skirted the lake back toward Valeska Soares Gallery (G14) to enjoy the work “Folly” – soundtrack “The look of love”.

In Folly installation, Valeska Soares creates a world apart and magical, with fancy features. Its calculated position at the end of the lake and surrounded by a garden nostalgic, is one of the flag of romance and seduction experience for the visitor, suggesting at the same time, insight and involvement. As is common in Smith’s work, Folly, public participation is fundamental to the realization of the work, and it happens only fully through direct experience of space. Once inside this structure, the viewer can see a part of the dance projected on video walls mirrored inside. The multiple images are formed by reflections, making the dancers to approach and depart, as well as involving the visitor to the song “The look of love”, Burt Bacharach.

The video Tonight that was the starting point for the creation of the work and is designed inside, was recorded in the club’s former Pampulha Casino, Oscar Niemeyer project in Belo Horizonte, now a museum. The images relate to architecture, which refers to a garden gazebo or a park bandstand. For permanent display in Inhotim, was created in its surroundings a landscape design, developed in collaboration between the artist and the botanical team Inhotim, distinguished the type of landscaping applied to most of the park and brings characteristics of a domestic garden, with fruit trees and flowers. Interest in the garden and the multisensory aspect of art – beyond sight, touch and smell – is recurrent in the work of Smith, as well as memory and fiction. Stunning !!!

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Trilha em direção a Galeria de Valeska Soares (G14)

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Trilha em direção a Galeria de Valeska Soares (G14)

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Trilha em direção a Galeria de Valeska Soares (G14)

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Trilha em direção a Galeria de Valeska Soares (G14)

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Trilha em direção a Galeria de Valeska Soares (G14)

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Trilha em direção a Galeria de Valeska Soares (G14)

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Trilha em direção a Galeria de Valeska Soares (G14)

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Trilha em direção a Galeria de Valeska Soares (G14)

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Trilha em direção a Galeria de Valeska Soares (G14)

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Trilha em direção a Galeria de Valeska Soares (G14)

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Trilha em direção a Galeria de Valeska Soares (G14)

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Galeria Valeska Soares (G14)

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Galeria Valeska Soares (G14)

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Galeria Valeska Soares (G14)

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Galeria  Valeska Soares (G14)

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Galeria Valeska Soares

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Galeria Valeska Soares (G14)

Saímos pela mesma trilha e viramos a esquerda, subindo até encontrar uma outra obra de Olafur Eliasson – “Viewing Machine” – (A13). Esta obra baseia-se nos princípios de funcionamento do caleidoscópio, gerando um efeito obtido pelo reflexo da luz em seis espelhos que formam um tubo hexagonal. Na etimologia da palavra caleidoscópio, estão as palavras gregas kalos (belo), eidos (forma) e scopos (observador) – “observador de belas formas”, algo que o artista reinterpreta no título da obra: “máquina de ver”. O visitante é convidado a manusear esta máquina, apontando-a para um ponto de seu interesse, dentro ou fora do espaço da galeria. Por meio da sobreposição de reflexos, uma miríade de formas é revelada.

We left the same trail and turn left, going up to find another work of Olafur Eliasson – “Viewing Machine” – (A13). This work is based upon the principles of operation of the kaleidoscope, generating an effect obtained by the reflection of light in six mirrors that form a hexagonal tube. In the etymology of the word kaleidoscope, are the Greek words kalos (beautiful), acids (form) and scopos (observer) – “observer of beautiful forms,” ​​something the artist reinterprets the title of the work: “seeing machine”. The visitor is invited to handle this machine, pointing it at a point of interest, inside or outside the gallery space. By overlapping reflections, a myriad of shapes is disclosed.

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Seguindo a trilha para a obra de Olafur Eliasson – “Viewing Machine” – (A13).

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Seguindo a trilha para a obra de Olafur Eliasson – “Viewing Machine” – (A13).

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Seguindo a trilha para a obra de Olafur Eliasson – “Viewing Machine” – (A13).

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Olafur Eliasson – “Viewing Machine” – (A13)

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Olafur Eliasson – “Viewing Machine” – (A13)

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Olafur Eliasson – “Viewing Machine” – (A13)

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– Galpão Cardiff & Miller (G11) – é uma instalação da artista em conjunto com George Bures Miller e que possuem um galpão exclusivo. Na obra “O assassinato dos corvos”, estão presentes 98 auto-falantes, ao redor dos espectadores, emitem sons de corvos, marchas e canções de ninar intercaladas com a voz de Cardiff, que conta uma espécie de sonho (em inglês, há um folheto com a transcrição e tradução para o português). As imagens se formam na mente de cada um, a sensação é de entrar no sonho, ou melhor, pesadelo de outra pessoa.

– Shed Cardiff & Miller (G11) – is an installation artist together with George Bures Miller and have a unique shed. In “The Murder of Crows”, are 98 speakers present, around the spectators, emit sounds of crows, marches and lullabies interspersed with the voice of Cardiff, which has a kind of dream (in English, there is a brochure with transcription and translation into Portuguese). The images are formed in the mind of each, the feeling is to enter the dream, or rather someone else’s nightmare.

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Galpão Cardiff & Miller (G11)

Galpão Cardiff & Miller (G11)

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Galpão Cardiff & Miller (G11)

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Galpão Cardiff & Miller (G11)

– Voltando a rua principal, seguimos até o Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim, onde descansamos um pouco e as crianças participaram de algumas atividades. Uma delas foi bancarem os detetives e saírem a procura de determinadas flores e plantas pelo Jardim Desértico. O jogo traz também referências de artistas que exploram o ambiente em suas obras. Elas amaram!!!

– Returning to the main street, followed by the Nursery Educator & Inhotim Research Center, where we rested a bit and children participated in some activities. One was bancarem detectives and leave the demand for certain flowers and plants the desert garden. The game also features references to artists exploring the environment in their works. They loved !!!

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Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim

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Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim

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Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim

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Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim

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Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim

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Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim

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Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim

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Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim

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Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim

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Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim

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Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim

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Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim

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Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim

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Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim

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Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim

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Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim

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Viveiro Educador & Núcleo de Pesquisa Inhotim

– Seguindo o mapa e o nosso roteiro, descemos a esquerda por uma trilha bem fechada, totalmente em meio a natureza, e chegamos na Galeria Psicoativa Tunga (G21). – “Olhando para aquela galeria, tudo o que eu imaginava era ter uma casa assim, toda de vidro, inserida dentro da floresta!”

– Voltando a exposição… Tranças, tacapes e pentes são elementos recorrentes na obra do escultor Tunga — um escultor que se vale da narrativa assim como se vale de elementos formais. Elementos ligados a uma mitologia pessoal são aqueles mesmos usados para fazer uma crítica formal do espaço e da escultura clássica. Em várias de suas obras, Tunga se vale do campo magnético como fator que expande o espaço da obra. Em Lézart (lagarto em francês), não há solda entre as chapas de ferro e o arame: suas partes são conectadas pela atração dos ímãs e por nós; são estruturas que se sustentam por si mesmas, negociando entre as forças da gravidade e magnética. Num conto escrito pelo artista, de alguma maneira parte deste mesmo trabalho, ele diz estar deitado numa rede, em momento de suspensão onde descansa entre leituras e elucubrações filosóficas, e presencia a fusão entre duas lagartixas.

– Following the map and our script, we went down the left by a well closed track, fully in the midst of nature, and arrived at Psychoactive Gallery Tunga (G21). – “Looking for that gallery, all I thought was to have a house like this, all glass, inserted into the forest!”

– Returning exposure … Braids, war clubs and combs are recurring elements in the work of the sculptor Tunga – a sculptor who makes use of narrative as well as makes use of formal elements. Elements connected to a personal mythology are the very ones used to make a formal review of space and classical sculpture. In several of his works, Tunga relies on the magnetic field as a factor that expands the space of the work. In Lézart (lizard in French), no welding between the iron plates and wire: its parts are connected by the attraction of magnets and for us; are structures that sustain themselves, negotiating between the forces of gravity and magnetic. In a story written by the artist, somehow part of that work, he says he is lying in a hammock, in a moment of suspension which rests between readings and philosophical musings, and witnesses the merger of two lizards.

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Trilha em direção a Galeria Psicoativa de Tunga – (G21)

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Trilha em direção a Galeria Psicoativa de Tunga – (G21)

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Trilha em direção a Galeria Psicoativa de Tunga – (G21)

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Trilha em direção a Galeria Psicoativa de Tunga – (G21)

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Trilha em direção a Galeria Psicoativa de Tunga – (G21)

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Galeria Psicoativa de Tunga – (G21)

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Galeria Psicoativa de Tunga – (G21)

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Galeria Psicoativa de Tunga – (G21)

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Galeria Psicoativa Tunga (G21)

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Galeria Psicoativa Tunga (G21)

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Galeria Psicoativa Tunga (G21)

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Galeria Psicoativa Tunga (G21)

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Galeria Psicoativa Tunga (G21)

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Galeria Psicoativa Tunga (G21)

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Trilha em direção a Galeria Psicoativa de Tunga – (G21)

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Galeria Psicoativa de Tunga – (G21)

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Galeria Psicoativa de Tunga – (G21)

– Nesse momento – preparem-se – porque o caminho é um pouco longo até a próxima obra, uns 800 metros, mas se tiver coragem pode cair literalmente dentro dela – “Piscina” – do argentino Jorge Macchi (A15). O trabalho foi realizado a partir de uma aquarela surrealista do artista, que propunha uma caderneta de endereço em que o índice era a escada para uma piscina. O Inhotim convidou Macchi a reproduzir o trabalho em três dimensões, resultando em uma construção que pode ser usada pelos visitantes. Na mata ao lado dela, há um vestiário com toalhas gratuitas e banheiro, por isso, “se jogue” com a família!

– At that time – get ready – because the path is a bit long until the next work, about 800 meters, but if you dare can literally fall into it – “Pool” – the Argentine Jorge Macchi (A15). The study was conducted from a surrealist artist watercolor, which proposed a book of address where the index was the ladder for a pool. Inhotim Macchi invited to reproduce the work in three dimensions, resulting in a construct which may be used by visitors. In the woods next to it, there is a cloakroom and bathroom with free towels, so “if play” with the family!

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“Piscina” – Jorge Macchi (A15)

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“Piscina” – Jorge Macchi (A15)

– Subindo, pela área da piscina, chegamos na base da montanha e entramos na obra de Marilá Dardot (G17). A obra constitui um convite para a interação do espectador, instigado a compor palavras e sentenças e a distribuí-las pelo campo. Cada letra tem o feitio de um vaso de cerâmica (ou será o contrário?) e, à disposição do espectador, encontram-se utensílios de plantio, terra e sementes. Para abrigar a obra e servir de ponto de partida para a criação dos textos, foi construído um pequeno galpão, evocando uma estufa ou um ateliê de jardinagem. As 1.500 letras-vaso foram produzidas pela cerâmica que funciona em Inhotim, num processo que durou vários meses e contou com a participação de dezenas de mulheres das comunidades do entorno.

– Going up, the pool area, arrived at the foot of the mountain and into the work of Marilá Dardot (G17). The work is an invitation to the interaction of the viewer, urged to form words and sentences and distribute them across the field. Each letter has the shape of a ceramic vase (or is it the reverse?) And available to the viewer, planting tools are, land and seeds. To house the work and serve as a starting point for the creation of texts, a small shed was built, evoking a greenhouse or a gardening workshop. The 1,500-vessel letters were produced by ceramic running on Inhotim, a process that lasted several months and included the participation of dozens of women from the surrounding communities.

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Galeria Marilá Dardot – (G17)

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Galeria Marilá Dardot – (G17)

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Galeria Marilá Dardot – (G17)

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Galeria Marilá Dardot – (G17)

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Galeria Marilá Dardot – (G17)

* Plantar palavras, semear idéias, é o que nos propõe o trabalho. No contexto de Inhotim, onde natureza e arte dialogam de maneira privilegiada, esta proposição se torna, de certa maneira, mais perto da possibilidade.

– Nessa mesma área entramos na Galeria Carroll Dunham (G22) – As árvores de Carroll Dunham não são idealizadas, pastorais ou domesticadas. Elas são ousadas, agitadas, cheias de lama, borradas e sombrias – a natureza suja que se esfrega nas mãos, não pitoresca como em recordações evocadas por fotografias, mas aquela que se faz perceber pelos cheiros por meio dos quais raramente esquecemos dela. As árvores pintadas e instaladas nessa galeria, “Garden 1-5” ampliam as possibilidades de significado para as obras, já que as pinturas parecem não ser dos componentes de um jardim, mas de uma única arvore representada sob vários angulos, quase todas enraizadas e uma delas caída.

* Planting words, sow ideas, is what is proposed in the work. In the context of Inhotim, where nature and art dialogue in a privileged way, this proposition becomes, in a way, closer to the possibility.

– In the same area entered the Gallery Carroll Dunham (G22) – Trees Carroll Dunham are not idealized, pastoral or domesticated. They are bold, rough, mud floods, blurry and dark – the nature dirty that rubs hands, not as picturesque memories evoked by photographs, but one that makes you realize the smells through which rarely forget it. Trees painted and installed in this gallery, “Garden 1-5” expand the possibilities of meaning for the works, since the paintings seem to be the components of a garden, but a single tree represented in several angles, almost all rooted and one fallen.

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Galeria Carroll Dunham – (G22)

– Em frente a Galeria Carroll Dunham está a obra de Rirkrit Tiravanija – Palm Pavilion – (A18). Esse pavilhão é uma adaptação da famosa Maison Tropicale, do arquiteto francês Jean Prouvé, que desenvolveu um tipo de moradia pré-fabricado na França para os burocratas e comerciantes residentes nas colônias africanas. A réplica de Tiravanija abriga em seu interior variadas espécies de palmeiras, vídeos, vitrines e mesas com objetos relacionados à Olanta, além de funcionar como ícone da história da arquitetura recente.

– In front of Gallery Carroll Dunham is Rirkrit Tiravanija’s work – Palm Pavilion – (A18). This flag is an adaptation of the famous Maison Tropicale, the French architect Jean Prouvé, who developed a prefabricated villa in France for bureaucrats and businessmen living in the African colonies. The replica Tiravanija houses inside various species of palms, videos, windows and tables with objects related to Olanta, besides functioning as an icon of the recent history of architecture.

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Rirkrit Tiravanija – Palm Pavilion – (A18)

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Rirkrit Tiravanija – Palm Pavilion – (A18)

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Rirkrit Tiravanija – Palm Pavilion – (A18)

Um pouco acima, está a Galeria Carlos Garaicoa (G18) – a obra exposta se chama “Ahora Julguemos a Desaparecer” – retrata a experiência urbana do artista em sua terra natal, Havana. Trata-se da reação à uma trajetória de modernidade tardia ou paralisada e, em última instância, transformada em ruína – da mesma maneira como os prédios miniaturizados, exibidos e incendiados na peça, que ao fim de um ciclo de dias, são substituídos por outros idênticos. A obra foi pensada especificamente na cidade como palco de guerra, em uma mecânica agonizante entre destruição e reconstrução.

Para esta apresentação da obra, um antigo estábulo de uma fazenda remanescente da região de Inhotim foi reformado, mas mantém muitas de suas características originais. O uso de um espaço adaptado para mostrar a obra faz também menção às histórias que os edifícios carregam, nesta e em outras vidas, assim como os elementos da instalação.

A little above, is Carlos Garaicoa Gallery (G18) – the exposed work is called “Ahora Let us judge to Disappear” – portrays the urban experience of the artist in his native Havana. This is the reaction to a history of late or paralyzed modernity and, ultimately turned into ruin – just as miniaturized, displayed and set on fire the piece buildings, which after a day cycle, are replaced by others identical. The work was designed specifically in the city as a stage for war, in a dying mechanics of destruction and reconstruction.

For this presentation of the work, an old barn of a remaining farm Inhotim region was renovated but retains many of its original features. The use of a space adapted to display the work mentions also that the stories of the buildings carry, in this and other lives, as well as the installation of elements.

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“Ahora Julguemos a Desaparecer” – Galeria Carlos Garaicoa (G18)

Mais acima estavam as obras de Chris Burdem e Giuseppe Penone, mas o trecho estava fechado para manutenção. Logo tivemos que voltar todo o percurso e seguir para a outra extremidade do eixo laranja – a Galeria Cosmococa (G15) e a Galeria de Cristina Iglesias.

– No caminho avistamos a obra de Jarbas Lopes – Troca-Troca – (A6), que são três fuscas coloridos, e com latarias permutadas entre si. Possuem um sistema de som que os interliga, e foi através desse sistema que 8 amigos trocaram experiências em uma viagem, em 2002, do Rio de Janeiro ao Museu de Arte Contemporânea do Paraná. No caminho, colavam adesivos produzidos a partir do arquivo de palíndromos do artista Luis Andrade, nos pára-brisas dos carros que encontravam na estrada. Em 2007, após passarem por restauro, os carros do Troca-Troca novamente ganharam a estrada, dessa vez de Belo Horizonte a Brumadinho, depois de percorrer as comunidades do entorno. Mais uma vez estacionados nos jardins de Inhotim, os objetos-carros guardam as histórias dessas viagens, dos amigos que os ocuparam, das músicas que ouviram em conjunto. Os carros encontram-se ocasionalmente parados, mas prontos para dar partida em seus motores, tendo ocupado diferentes localizações no parque.

Above were the works of Giuseppe Penone and Chris Burdem, but the passage was closed for maintenance. Soon we had to go back all the way and turn to the other end of the orange axis – the Cosmococa Gallery (G15) and Cristina Iglesias Gallery.

– On the way we saw the work of Jarbas Lopes – Exchange-exchange – (A6), which are three colored beetles, and tins exchanged with each other. They have a sound system that interconnects, and it was through this system that 8 friends exchanged experiences on a trip in 2002, the Rio de Janeiro to the Museum of Contemporary Art of Paraná. On the way, glued stickers produced from palindromes file artist Luis Andrade, on the windshields of cars found on the road. In 2007, after undergoing restoration, the Exchange-exchange cars again won the road, this time from Belo Horizonte to Brumadinho, after covering the surrounding communities. Again parked in Inhotim gardens, objects-cars keep the stories of these trips, friends who occupied them, the songs they heard together. The cars are occasionally stopped, but ready to start their engines and has held different locations in the park.

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Jarbas Lopes – Troca-Troca – (A6)

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Jarbas Lopes – Troca-Troca – (A6)

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Jarbas Lopes – Troca-Troca – (A6)

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Jarbas Lopes – Troca-Troca – (A6)

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Jarbas Lopes – Troca-Troca – (A6)

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Jarbas Lopes – Troca-Troca – (A6)

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– Galeria Cosmococa (G15) – À época em que residiu em Nova York, no início dos anos 1970, Hélio Oiticica trabalhou em parceria com o cineasta Neville D’Almeida na criação de instalações pioneiras chamadas de “quasi-cinemas”. Estas obras transformam projeções de slides em instalações ambientais que submetem o espectador a experiências multisensoriais. Os quasi-cinemas representam o ápice do esforço que Oiticica empreendeu ao longo de sua carreira para trazer o espectador para o centro de sua arte e para criar algo que é tanto um evento ou processo quanto um objeto ou produto — um desafio da tradicionalmente passiva relação entre obra e público. Oiticica e D’Almeida criaram cinco quasicinemas que chamaram Blocos-Experiências em Cosmococa. Essas instalações consistem em projeções de slides com trilhas musicais específicas e usam fotos de cocaína — desenhos feitos sobre livros e capas de discos de Jimi Hendrix, John Cage, Marilyn Monroe e Yoko Ono, entre outros. O uso da cocaína, que Oiticica, discute longa e teoricamente em seus textos, aparece tanto como símbolo de resistência ao imperialismo americano quanto referência à contracultura.

– Cosmococa Gallery (G15) – By the time he lived in New York in the early 1970s, Hélio Oiticica worked with the filmmaker Neville D’Almeida in creating pioneering facilities called “quasi-cinemas”. These works transform slide projections in environmental facilities submitting the viewer to multisensory experiences. Quasi-cinemas represent the culmination of the effort that Oiticica undertaken throughout his career to bring the viewer into the center of his art and to create something that is both an event or process as an object or product – a challenge the traditionally passive relationship between work and public. Oiticica and D’Almeida created five quasicinemas they called blocks-Experiences in Cosmococa. These facilities consist of slide projections with specific music tracks and use cocaine Photo – drawings about books and covers of Jimi Hendrix albums, John Cage, Marilyn Monroe and Yoko Ono, among others. The use of cocaine, which Oiticica, discusses long and theoretically in his writings, appears both as a symbol of resistance to US imperialism as reference to the counterculture.

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Galeria Cosmococa – Hélio Oiticica e Neville D’Almeida (G15)

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Galeria Cosmococa – Hélio Oiticica e Neville D’Almeida (G15)

– Cristina Iglesias (G19) – esta obra está inserida em uma clareira na mata do Inhotim, “Vegetation Room Inhotim”, e evoca um jardim fechado, paraíso secreto.

– Cristina Iglesias (G19) – this work is situated in a clearing in the woods of CACI, “Vegetation Room Inhotim”, and evokes an enclosed garden, secret paradise.

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“Vegetation Room Inhotim” – Cristina Iglesias – (G19)

No retorno para recepção passamos pelo Jardim das Veredas Tropicais, com incríveis bancos do designer Hugo França.

In return for receiving spent by Tropical Garden Paths, with incredible banks designer Hugo France.

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Jardim das Veredas Tropicais

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Jardim das Veredas Tropicais

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Jardim das Veredas Tropicais

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Jardim das Veredas Tropicais

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Jardim das Veredas Tropicais

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Jardim das Veredas Tropicais

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Jardim das Veredas Tropicais

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Jardim das Veredas Tropicais

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Encerramos nosso segundo dia por aqui e agora é hora de relaxar na piscina do hotel! Uma boa dica é o Estrada Real Palace Hotel – a comida é pra lá de boa… e os quartos super confortáveis!!!

We ended our second day here and now it’s time to relax in the hotel pool! A good tip is the Estrada Real Palace Hotel – the food is there for good … and super comfortable rooms !!!

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Estrada Real Palace Hotel – Brumadinho

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Estrada Real Palace Hotel – Brumadinho

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Estrada Real Palace Hotel – Brumadinho

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Estrada Real Palace Hotel – Brumadinho

– Chegamos para o nosso terceiro e último dia: 9h30. Passamos pela recepção e seguimos para a esquerda em direção a Galeria Praça (G3). Na entrada da Galeria, a obra de John Ahearn & Rigoberto Torres – Abre a porta, Rodoviária de Brumadinho (A7) – Os murais escultóricos de John Ahearn são muito mais do que simples esculturas realistas: são desafios à própria natureza da representação, de quem representa quem. Eles resultam de um longo processo de imersão do artista e de seu parceiro freqüente, Rigoberto Torres, em uma comunidade, com o objetivo de conhecer as pessoas, seu caráter, valores e vitalidade, para então retratá-las com sensibilidade – os trabalhadores que constituem a espinha dorsal de uma sociedade e que, raramente, são objeto de representação, ou que, quando o são, raramente opinam sobre a maneira como são retratados.

No caso dos dois murais em exibição, Ahearn e Torres escolheram seus modelos entre a população de Brumadinho, a cidade onde se situa Inhotim, sendo que muitos deles trabalham no Centro de Arte Contemporânea.

O mural Rodoviária de Brumadinho representa a estação rodoviária de Brumadinho e as pessoas que passam por ela, um lugar que é não apenas um terminal de transporte mas também centro de vida social, pois nele se apresentam grupos de danças populares.

– We arrived for our third and final day: 9h30. We passed the reception and went to the left toward the Square Gallery (G3). At the entrance of the gallery, the work of John Ahearn & Rigoberto Torres – Open the door, Bus Brumadinho (A7) – The sculptural mural of John Ahearn are much more than just realistic sculptures: are challenges the very nature of representation, of whom is who. They are the result of a long process of immersion of the artist and his frequent partner, Rigoberto Torres, in a community, in order to know the people, their character, values ​​and vitality, then portray them with sensitivity – workers who are the backbone of a society and that are rarely representation object, or, when they are, rarely think of the way they are portrayed.

In the case of two murals on display, Ahearn and Torres chose their models among the population of Brumadinho, the city in which it Inhotim, many of whom work at the Contemporary Art Center.

The Road wall of Brumadinho is the bus station in Brumadinho and people that pass through it, a place that is not just a transport terminal but also a center of social life, because it is present folk dances groups.

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John Ahearn & Rigoberto Torres – Abre a porta, Rodoviária de Brumadinho (A7)

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John Ahearn & Rigoberto Torres – Abre a porta, Rodoviária de Brumadinho (A7)

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John Ahearn & Rigoberto Torres – Abre a porta, Rodoviária de Brumadinho (A7)

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John Ahearn & Rigoberto Torres

A Galeria Praça (G3) abriga obras fantásticas. No centro da galeria está a obra de Marcius Galan – Imóvel/Instável – onde pesos de concreto em forma piramidal, interligados por cabos de aço e ripas de madeira, vão decrescendo de tamanho na mesma proporção para formar uma estrutura que tem como função equilibrar uma moeda de 10 centavos. É uma referência aos sistemas do capital e à reação em cadeia que culmina em desajustes e crises. A ilusão de movimento dada a uma imagem estática, imovel e fixa ao chão torna-se instável, mas que se poderia acionar a qualquer momento.

The Square Gallery (G3) houses works fantastic. In the center of the gallery is the work of Marcius Galan – Property / Unstable – where concrete weights in pyramidal shape, connected by steel cables and wooden slats, will decrease from size in proportion to form a structure whose function is to balance a 10 cent coin. It’s a reference to the capital of the systems and the chain reaction that culminates in imbalances and crises. The illusion of motion due to a still image, motionless and fixed to the ground becomes unstable, but that could trigger at any time.

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Marcius Galan – Imóvel/Instável – Galeria Praça – (G3)

Entre os destaques do acervo estão as instalações sonoras de Janet Cardiff. Perto da recepção, na Galeria Praça, fica a Forty part motet: 40 auto-falantes reproduzem, cada um, a voz de um integrante do coral da Catedral de Salisbury, cantando uma obra polifônica complexa. Os visitantes podem circular livremente e ouvir de perto baixos, barítonos e tenores, além de uma soprano infantil. Também é possível sentar no centro dos canais de áudio, fechar os olhos e apreciar o todo (a obra era temporária, mas devido ao grande sucesso, teve seu prazo de duração estendido).

As outras obras expostas na Galeria Praça, são as do artista paulista Luiz Zerbini, acrílicos sobre tela – lindas pinturas! As telas convidam o espectador a refletir sobre uma realidade sincopada – densas combinações de flora e fauna, geometria, detritos, objetos pessoais e menções a vivências colapsadas em um presente híbrido.

Among the collection’s highlights are the sound installations by Janet Cardiff. Near the reception at the Plaza Gallery, is part motet Forty: 40 speakers reproduce each, the voice of a member of the choir of Salisbury Cathedral, singing a complex polyphonic work. Visitors can move freely and listen closely low, baritones and tenors, and a child soprano. You can also sit in the center of the audio channels, close your eyes and enjoy the whole (the work was temporary, but due to great success, had its term extended duration).

The other works exhibited in the Plaza Gallery, are those of the São Paulo artist Luiz Zerbini, acrylic on canvas – beautiful paintings! The paintings invite the viewer to reflect on the syncopated reality – dense combinations of flora and fauna, geometry, debris, personal effects and mentions the collapsed experiences in a hybrid this.

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High Definition – Luiz Zerbini

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Subindo a trilha avistamos uma casinha branca – Galeria Rivane Neuenschwander (G13) – você deve contornar para descobrir a entrada. À primeira vista – vazia, mas a construção (que data de 1874 e é a mais antiga edificação remanescente da propriedade rural que deu origem ao Inhotim) abriga no teto uma instalação da artista Rivane Neuenschwander. Uma das referências usadas por ela para desenvolver o trabalho foi sua própria infância, quando observava o céu e as nuvens em busca de figuras. Experimente deitar-se no chão ou nos degraus da escada com os pequenos para descobrir as imagens que vão sendo formadas! Eles adoram!

Going up the trail we saw a white house – Rivane Neuenschwander Gallery (G13) – you should get around to find the entrance. At first glance – empty, but the building (which dates from 1874 and is the oldest remaining building of the farm which gave rise to Inhotim) houses on the ceiling of an installation artist Rivane Neuenschwander. One of the references used by it to develop the work was his own childhood, when watching the sky and clouds in search of figures. Try to lie down on the floor or on the steps with little to find images that are being formed! They love it!

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Galeria Rivane Neuenschwander (G13)

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Galeria Rivane Neuenschwander (G13)

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Galeria Rivane Neuenschwander (G13)

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Galeria Rivane Neuenschwander (G13)

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Galeria Rivane Neuenschwander (G13)

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Galeria Rivane Neuenschwander (G13)

Continuando pela mesma trilha encontramos a Galeria Cildo Meireles (G5), que é composta de 3 salas:

“Desvio para o Vermelho”, onde o artista cria um ambiente monocromático: de móveis, objetos e obras de arte em diferentes tons de vermelho. O que interessa ao artista nessa obra é oferecer uma sequência de impactos sensoriais e psicológicos.

Uma outra sala e uma das mais antigas do Instituto abriga a obra “Através”, que sempre surpreende as crianças! Cacos de vidro (reforça a idéia de limites), grades, cortinas e outros materiais do cotidiano formam um labirinto e fazem refletir sobre as barreiras do dia a dia e a maneira como as pessoas se relacionam com elas. Muito interessante! Mas você deve explicar e interagir com a criança!

Continuing on the same path we find the Meireles (G5) Gallery, which consists of 3 rooms:

“Redshift”, where the artist creates a monochrome environment: furniture, objects and works of art in different shades of red. What interests the artist in this work is to provide a sequence of sensory and psychological impacts.

Another room and one of the oldest houses of the Institute’s work “Through”, which always surprises the kids! Broken glass (reinforces the idea of ​​limits), grill, curtains and other everyday materials form a maze and make reflect on the barriers of everyday life and the way people relate to them. Very interesting! But you should explain and interact with the child!

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“Através” – Cildo Meireles

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“Através” – Cildo Meireles

E a terceira está a obra “Glove Trotter”, em que Cildo Meireles lida com questões clássicas da escultura: volume, peso e gravidade. Porém estas questões se desdobram para noções de contexto geográfico e de universalidade. Ao reunir esferas de diferentes proveniências, histórias e usos, Cildo sublinha o que há de diferente, mas também de igual, em cada um destes objetos, criando uma linguagem escultórica quase musical com suas variantes de altura. A malha metálica cobre os objetos e nos faz refletir sobre um possível abarcamento de todos os corpos em um só campo, além de ampliar as referências da obra. Por um lado, remete às antigas estruturas metálicas utilizadas nas armaduras da idade média; por outro, confere à escultura uma aspecto futurista de paisagem lunar.

And the third is the work “Glove Trotter” in which Meireles deals with classic questions of sculpture: volume, weight and gravity. But these issues unfold for geographical notions of context and universality. By bringing together spheres of different origins, histories and uses, Meireles emphasizes what is different, but equally important, in each of these objects, creating an almost sculptural musical language with their height variants. The metal mesh copper objects and makes us reflect on a possible encompassing all the bodies in one field, and expand the work references. On the one hand, refers to the ancient metal structures used in the Middle Ages armor; on the other, gives the sculpture a futuristic aspect of lunar landscape.

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“Glove Trotter”, em Cildo Meireles

Caminhando mais um pouco chegamos na Galeria Fonte (G4) e na obra de Marepe – “A Bica” – (A20). O vínculo deste trabalho com um fenômeno natural e seu tempo de espera encontra referências na realidade do interior da Bahia, na medida que traduz as incertezas e anuncia soluções associadas à escassez de água. A possibilidade de contemplar “A bica” sem água sugere, no entanto, aproximações com a produção dadaísta do início do século XX, sobretudo os ready mades de Marcel Duchamp, nos quais objetos deslocados de seus contextos originais encontram-se desprovidos de função no âmbito utilitário, e são enriquecidos conceitualmente ao transmitir uma alegoria do contexto ao qual se referem.

Walking a little arrived at the Gallery Source (G4) and the work of Marepe – “A Bica” – (A20). The link this work with a natural phenomenon and its standby time is references in the interior of Bahia reality as reflecting the uncertainties and advertising solutions associated with water scarcity. The possibility of incorporating “Spout” without water suggests, however, approaches with the Dadaist production of the early twentieth century, particularly the ready mades of Marcel Duchamp, in which displaced objects from their original contexts are devoid of function within utility, and are enriched conceptually to convey an allegory of the context to which they refer.

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Marepe – “A Bica” – (A20)

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Marepe – “A Bica” – (A20)

Galeria Fonte (G4) – abriga a exposição Natureza-Morta, que pretende contar uma velha história a partir de novos ângulos. A natureza-morta sempre ocupou lugar central na história da pintura. Seja como adorno de paredes residenciais do antigo Egito, entalhada em mobiliário medieval, como parte de pinturas sacras, ou como tema principal de uma pintura ao longo de séculos desde a Renascença, a natureza-morta é uma maneira pela qual pintores examinam temas religiosos ou fogem deles, capturam visões e odores do cotidiano, ou divulgam o exotismo de novos mundos. Permeando o espírito revolucionário da arte moderna, que levou a arte a não mais criar simulações convincentes do mundo real e a passar a destruir esse mundo em nome da arte pela arte, este tema continuou a interessar artistas, de Van Gogh a Cézanne, Picasso e os Surrealistas. A adesão ao gênero funcionou como meio de ligação desses artistas às tradições, mesmo quando buscavam transformá-las e desbancá-las. A presente exposição reflete sobre este tema a partir de uma perspectiva contemporânea, tanto por meio das obras como pela maneira de montá-las. Cada sala busca apresentar a natureza-morta de perspectivas diferentes, começando pela galeria da entrada, com obras de Alexandre da Cunha que evocam formas icônicas, vasiformes e biomórficas e são organizadas como uma espécie de natureza-morta. Alguns artistas na mostra, como Gusmão & Paiva, procuram apreender e modificar a realidade; outros, como Gabriel Orozco, tentam imitá-la; outros, como Geraldo de Barros, fazem as duas coisas; e ainda outros (Rivane Neuenschwander, Sara Ramo) usam a tradição do arranjo para transportar o espectador a outras realidades. Muitas vezes, ao representar algo convincentemente real, uma natureza-morta pode ter o efeito oposto: o exame de uma invenção, como no filme de Tacita Dean e seu profundo diálogo com o trabalho de Giorgio Morandi, mestre da natureza-morta do século XX; ou o reexame da própria realidade, como em Mauro Restiffe e a narrativa quase ficcional sobre a sina de um quadro de Vermeer. Embora a natureza-morta tradicionalmente se situe no âmbito da imobilidade, por vezes os artistas procuram abalar a estabilidade de algo fixo, como a captura do tempo e do espaço no trabalho de Damián Ortega, ou a destruição do próprio espaço no vídeo de Jorge Macchi, enquanto também afetam nossa percepção do tempo. Nas fotografias de Hitoshi Nomura, a passagem do tempo está intrinsecamente associada à destruição da forma. Outras vezes, como no caso dos cubos espelhados de Robert Morris, a obra de arte pode ser tanto material quanto existencial, abordando o nosso deslocamento no espaço, enquanto nos percebemos a nós mesmos. Estamos diante de uma natureza-morta ou natureza que já está morta?

Outra obra da Galeria é “Puente”, de Damián Ortega. Essa obra é fortemente ancorado na escultura e na experimentação, frequentemente com um toque de humor. Na prática de Ortega, esculturas domésticas atuam como espelhos imperfeitos para uma realidade vivida. Ortega escava significados por meio dos materiais que utiliza. Os primeiros experimentos caseiros de Ortega com escultura são demonstrados na destreza engenhosa da série Puentes y presas (1997). Explorando o balanço e a estrutura no confinamento de seu apartamento, Ortega apropriou-se da energia do espaço onde morava, compulsivamente reorganizando a mobília, caixas, vidros de tinta, cestos e cordas, formando inusitadas represas, pontes, extensões e arcos. O artista documentou várias versões desses arranjos em sua série fotográfica Construciones (1997), da qual Obstáculo faz parte. Essa composição temporária é composta por sete cadeiras e uma mesa invertida, em equilíbrio precário para formar um arco – como acrobatas chineses ou como prova de uma traquinagem fantasmagórica. Na escultura Puente, que também está em exibição na galeria, 13 cadeiras interdependentes sugerem força por seu número e pelo uso inusitado como blocos de construção de uma ponte. Ao mesmo tempo, minam a monumentalidade da arquitetura formal.

Source Gallery (G4) – home to the Still Life exhibition, which seeks to tell an old story from new angles. The still life has always occupied a central place in the history of painting. In any adornment of residential walls of ancient Egypt, medieval carved furniture, as part of sacred paintings, or as the main theme of a painting for centuries since the Renaissance, the still life is one way in which painters examine religious themes or flee them, capturing everyday sights and smells, or disclose the exoticism of new worlds. Permeating the revolutionary spirit of modern art, which led to art no longer create compelling simulations of the real world and going to destroy this world in the name of art for art, the subject continued to interest artists, Van Gogh to Cezanne, Picasso and the Surrealists. Adherence to gender work as the link to the traditions of these artists, even when they sought to transform them and debunk them. This exhibition reflects on this topic from a contemporary perspective, both through the works as the way to mount them. Each room aims to present the still life from different perspectives, starting from the entrance gallery with Alexandre da Cunha works that evoke iconic forms, vasiformes and biomorphic and are organized as a kind of still life. Some artists in the show, as Gusmão & Paiva, seeking to seize and modify reality; others, such as Gabriel Orozco, try to imitate it; others, such as Geraldo de Barros, do both; and others (Rivane Neuenschwander, Sara Ramo) use the tradition of arrangement to transport the viewer to other realities. Often, to represent something convincingly real, a still life can have the opposite effect: the examination of an invention, as Tacita Dean in the film and his deep dialogue with the work of Giorgio Morandi, master of still life of the twentieth century ; or the review of reality itself, as Mauro Restiffe and almost fictional narrative about the fate of a Vermeer painting. Although still life traditionally is within the scope of immobility, sometimes the artists seek to shake the stability of a fixed, as the capture of time and space in the work of Damián Ortega, or the destruction of the space itself in the video Jorge Macchi while also affect our perception of time. In the photographs of Hitoshi Nomura, the passage of time is intrinsically linked to the destruction of form. Other times, as in the case of mirrored cubes Robert Morris, the artwork can be both material and existential, addressing our displacement in space, as we perceive ourselves. We are facing a still life or nature that is dead?

Another work of the Gallery is “Puente”, Damián Ortega. This work is strongly anchored in sculpture and experimentation, often with a touch of humor. In practice Ortega, domestic sculptures act as imperfect mirrors to a lived reality. Ortega digs meanings through the material you use. The first home of Ortega experiments with sculpture are shown in Puentes y series of ingenious dexterity prey (1997). Exploring the balance and structure in the confinement of his apartment, Ortega appropriated the energy space where he lived, compulsively rearranging the furniture, boxes, ink bottles, baskets and ropes, forming unusual dams, bridges, extensions and arches. The artist documented multiple versions of these arrangements in his photographic series Construciones (1997), which is part obstacle. This temporary composition consists of seven chairs and an inverted table, precariously balanced to form an arc – as Chinese acrobats or as evidence of a ghostly romp. In sculpture Puente, who is also on display in the gallery, 13 interdependent chairs suggest strength by its number and the unusual use as building blocks of a bridge. At the same time, undermine the monumentality of formal architecture.

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Galeria Fonte – (G4)

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Galeria Fonte – (G4)

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Galeria Fonte – (G4)

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‘Puente”- Damián Ortega

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Notas:

* A arte contemporânea é uma ótima pedida para crianças. Surpreendente, criativa e muitas vezes interativa, propõe experiências divertidas e curiosas.

– A arte contemporânea é construída não mais necessariamente com o novo e o original, como ocorria no Modernismo e nos movimentos vanguardistas. Ela se caracteriza principalmente pela liberdade de atuação do artista, que não tem mais compromissos institucionais que o limitem, portanto pode exercer seu trabalho sem se preocupar em imprimir nas suas obras um determinado cunho religioso ou político.
Esta era da história da arte nasceu em meados do século XX e se estende até a atualidade, insinuando-se logo depois da Segunda Guerra Mundial. Este período traz consigo novos hábitos, diferentes concepções, a industrialização em massa, que imediatamente exerce profunda influência na pintura, nos movimentos literários, no universo ‘fashion’, na esfera cinematográfica, e nas demais vertentes artísticas. Esta tendência cultural com certeza emerge das vertiginosas transformações sociais ocorridas neste momento.

– Passou existir nesse modelo novas formas de arte, nas décadas de 1960 e de 1970, vários movimentos surgiram para tentar libertar a arte da influência do mercado artístico, sistema no qual as obras de arte se transformavam em mercadorias para serem compradas e vendidas como investimento financeiro.

Um grupo de artistas, às vezes chamado de pós-minimalista, queria criar formas que tivessem um período de vida curto demais para serem vendidas. O escultor Richard Serra, por exemplo, jogou chumbo derretido em um canto da Galeria Leo Castelli, em Nova York, para uma série de obras chamada Splashing (1968). Seu objetivo não era apenas produzir uma arte efêmera, que não fosse vendável, mas também expressar as propriedades inerentes do metal líquido, que passaram a ser visíveis apenas quando esse material entrava em atividade.

* Os artistas Robert Smithson, Michael Heizer, Walter De Maria e Nancy Holt também se engajaram no movimento de incorporar as forças da natureza à uma obra de arte. Esses artistas decidiram levar suas obras para o ar livre e criar o que ficou conhecido como earthworks. Ao invés de pincéis ou lápis, usavam máquinas de terraplanagem e outros equipamentos para transformar a terra em formas esculturais gigantescas. A obra Spiral Jetty (1970), de Smithson, por exemplo, era uma gigantesca espiral de terra, pedra e cristais salinos que se estendia nas margens do Grande Lago Salgado, em Utah. Essa obra não era apenas grande demais para ser comprada ou vendida, como também vulnerável às forças da natureza, como a chuva, o vento e a erosão.

Notes:

* Contemporary art is a great choice for children. Amazing, creative and often interactive, offers fun and curious experiments.

– Contemporary art is not necessarily built with the new and the original, as occurred in Modernism and avant-garde movements. It is characterized mainly by the artist’s freedom of action, which has more institutional commitments that limit so they can do their work without worrying about print in his works a particular religious or political nature.
This was the history of art was born in the mid-twentieth century and continues to the present, insinuating itself right after the Second World War. This period brings new habits differ, mass industrialization, immediately exerts profound influence on painting in the literary movements in the universe ‘fashion’ in the film sphere, and in other artistic aspects. This cultural trend certainly emerges from the dizzying social changes at this time.

– Passed exist in this model new forms of art, in the 1960s and 1970s, various movements have emerged to try to free the art of influence of the art market, system in which the works of art turned into commodities to be bought and sold as an investment financial.

A group of artists, sometimes called post-minimalist, wanted to create forms that had a short life remaining to be sold. The sculptor Richard Serra, for example, played molten lead in a corner of the Leo Castelli Gallery in New York, for a series of works called Splashing (1968). His goal was not only to produce an ephemeral art that was not salable, but also express the inherent properties of the liquid metal, which became visible only when the material came into activity.

* The artists Robert Smithson, Michael Heizer, Walter De Maria and Nancy Holt also engaged in the movement to incorporate the forces of nature to a work of art. These artists decided to bring his works to the outdoors and create what became known as earthworks. Instead of brushes or pencils, used earthmoving machinery and other equipment to transform the land into gigantic sculptural forms. The work Spiral Jetty (1970), Smithson, for example, was a gigantic spiral of earth, stone and salt crystals that stretched on the shores of the Great Salt Lake in Utah. This work was not only too big to be bought or sold, but also vulnerable to the forces of nature such as rain, wind and erosion.

Informações:

* Onde se hospedar? Até que o Hotel Inhotim fique pronto, o melhor lugar na região é no Estrada Real Palace Hotel: quartos confortáveis, piscina, sauna e uma comida pra lá de boa! E o melhor – fica pertinho do Instituto Inhotim.

* O Inhotim fica a 60 Km de Belo Horizonte, então para os que não moram em BH, a opção é pegar um voo até o Aeroporto Internacional de Confins e alugar um carro. Ou contratar um traslado até o hotel e ir de táxi para o Inhotim. Ou ainda, pegar um ônibus na Rodoviária de BH em direção a Brumadinho e circular pela cidade de taxi ou ônibus mesmo. As opções são variadas, logo não há justificativa para você não conhecer o maior museu de arte contemporânea a céu aberto do mundo!

* Gestão Ambiental – o Instituto Inhotim busca alternativas para minimizar os impactos ambientais gerados pelas atividades do parque e desta forma ser reconhecido como uma referência internacional em sustentabilidade.

– O Instituto Inhotim passa a oferecer entrada gratuita aos visitantes às quartas- feiras, em substituição às terças-feiras, como era praticado desde 2012. A mudança tem como objetivo facilitar a manutenção, realizada sempre às segundas-feiras.

* Ingressos:

– Às terças e quintas-feiras, as entradas custam R$ 25 (R$ 12,50 meia-entrada). Já às sextas, sábados, domingos e feriados, o custo é de R$ 40 (R$ 20 meia-entrada).

– Estudantes identificados, crianças de 6 a 12 anos e maiores de 60 anos pagam meia.

– Para visitas em dias consecutivos (que não envolvam o dia gratuito de quarta-feira), compre um passaporte para ter um desconto. Todos os passaportes saem pela metade do preço para estudantes identificados, crianças de 6 a 12 anos e maiores de 60.

– A dica é comprar com antecedência, pela Internet, pois a fila pode ser grande e demorada!

* Transporte Interno

Com 110 hectares de área de visitação, o parque possui um serviço de transporte interno com carrinhos elétricos, que rodam por 5 rotas, com pontos de parada fixos e sinalizados. Lembramos que o Inhotim recomenda a visita a pé. Terça a domingo – 20,00 crianças de até 5 anos não pagam.

* Visitantes com dificuldade de locomoção podem usar o transporte gratuitamente: basta pedir uma pulseirinha na recepção (com direito a um acompanhante).

* O transporte pode ser comprado online (selecione a data da visita e aparecerá também a opção transporte).

* Horarios de funcionamento do parque:

Terça a sexta-feira: 9h30 às 16h30
Sábado, domingo e feriado: 9h30 às 17h30

* As lojas localizadas no interior do parque funcionam:

Terça a sexta-feira: 9h30 às 16h30
Sábado, domingo e feriado: 9h30 às 18h30

* Os restaurantes abrem:

Terça a sexta-feira: 12h às 16h
Sábado, domingo e feriado: 12h às 17h

– Restaurante Tamboril – culinária internacional integrado aos jardins do Inhotim com opção de buffet livre.

– Bar do Ganso é um aconchegante bistrô com ambientação assinada pelo designer Paulo Henrique Pessoa, conhecido como Ganso. O cardápio oferece as mesmas opções do Restaurante Tamboril. Funciona nos fins de semana e feriados: 12h às 17h. Aceita cartões.

– Restaurante Oiticica – possui vista para o lago e oferece buffet a quilo. Funciona as quartas-feiras, de 12h às 16h. Nos fins de semana e feriados: 12h às 17h. Aceita cartões.

* As lanchonetes funcionam:

Terça a sexta-feira: 9h30 às 16h
Sábado, domingo e feriado: 9h30 às 17h

– As lanchonetes das Galerias Fonte e True Rouge oferecem opções de salgados e sanduíches. Próximo ao Palm Pavillion são servidos água de coco natural e salgados de palmito. Ambas aceitam cartões.

– Café do Teatro oferece um ambiente ideal para degustar um café ao lado do Teatro Inhotim. No cardápio, bebidas quentes e geladas, sanduíches, pães e bolos artesanais. Funciona de terça a sexta: 9h30 às 16h. No fim de semana e feriados: 9h30 às 17h. Aceita cartões.

* Pizzaria – com vista privilegiada para o parque, a pizzaria fica ao lado do Galpão Cardiff & Miller. Além de pizzas salgadas e doces, são servidos pratos individuais. Horário de funcionamento: Feriado: 9h30 às 17h e não aceita cartões.

* É importante ler com atenção, sobre as regras de visitação:

Information:

* Where to stay? Until the Inhotim Hotel is ready, the best place in the region is at the Royal Palace Road Hotel: comfortable rooms, swimming pool, sauna and food over there good! And the best – is close to the Inhotim Institute.

* Inhotim is 60 km from Belo Horizonte, so for those who do not live in BH, the option is to take a flight to the Confins International Airport and rent a car. Or hire a shuttle to the hotel and take a taxi to Inhotim. Or, take a bus at the bus station of BH toward Brumadinho and around the city by taxi or bus it. The options are varied, so there is no reason for you not to know the largest museum of contemporary art in the open air in the world!

* Environmental Management – Inhotim Institute seeks alternatives to minimize the environmental impacts of activities in the park and thus be recognized as an international benchmark in sustainability.

– Inhotim Institute will offer free admission to visitors to Wednesdays in place on Tuesdays, as was practiced since 2012. The move aims to facilitate maintenance, always held on Mondays.

* Tickets:

– On Tuesdays and Thursdays, entries cost R $ 25 (US $ 12.50 half price). Already on Fridays, Saturdays, Sundays and holidays, the cost is R $ 40 (US $ 20 half price).

– Students identified, children 6-12 years and over 60 years pay half.

– For visits on consecutive days (not involving the free day Wednesday), buy a ticket to get a discount. All passports out at half price for identified students, children 6-12 years and adults over 60.

– The trick is to buy in advance, via the Internet, because the queue can be large and time consuming!

* Internal Transportation

With 110 acres of visiting area, the park has an internal shuttle service with electric carts that run for 5 routes, with points of fixed and marked stop. Remember that Inhotim recommends a visit on foot. Tuesday to Sunday – 20.00 children under 5 years old are free.

* Visitors with limited mobility can use the free shipping, please request a pulseirinha at reception (complete with a companion).

* Shipping can be purchased online (select an appointment and also appear to transport option).

* Park Operating Hours:

Tuesday to Friday: 9:30 to 16:30
Saturday, Sunday and holidays: 9:30 to 17:30

* The shops located inside the park work:

Tuesday to Friday: 9:30 to 16:30
Saturday, Sunday and holidays: 9:30 to 18:30

* Restaurants open:

Tuesday to Friday: 12h to 16h
Saturday, Sunday and holiday: 12h to 17h

– Restaurant Monkfish – international cuisine integrated with Inhotim gardens with free buffet option.

– Bar Goose is a cozy bistro with ambiance signed by the designer Paulo Henrique Pessoa, known as Goose. The menu offers the same options as monkfish Restaurant. Work on weekends and holidays: 12h to 17h. Accept cards.

– Restaurant Oiticica – overlooks the lake and offers buffet the pound. Works Wednesday, from 12h to 16h. On weekends and holidays: 12h to 17h. Accept cards.

* The Diners work:

Tuesday to Friday: 9:30 am to 16h
Saturday, Sunday and holidays: 9:30 am to 17h

– The cafeterias Galleries Source and True Rouge offer savory options and sandwiches. Close to Palm Pavillion are served water natural coconut palm and savory. Both credit cards.

– Theatre Cafe is the ideal place to enjoy a café next to the Theatre Inhotim. On the menu, hot and cold drinks, sandwiches, breads and handmade cakes. Open from Tuesday to Friday: 9:30 am to 16h. On weekends and holidays: 9:30 am to 17h. Accept cards.

* Pizzeria – in full view of the park, the pizzeria is next to the shed Cardiff & Miller. In addition to savory and sweet pizzas are served individual dishes. Opening hours: Holiday: 9:30 am to 17h and do not accept cards.

* It is important to read carefully about the visitation rules:

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Regras de Visitação

– Alimentos e Bebidas

• É proibido entrar com bebidas alcoólicas e alimentos em geral.
• Não é permitido fazer piquenique no parque.
• Não é permitido alimentar os animais do parque.

– Fotografia

• É permitido fotografar e filmar somente nas áreas externas do parque, desde que para fins particulares.
• Não é permitido fotografar ou filmar dentro das galerias ou próximo a obras externas.
• Não é permitida a entrada com drones.

– Regras Gerais

• Não é permitido entrar com animais domésticos no Inhotim.
• Não é permitido entrar com brinquedos ou instrumentos musicais.
• Não é permitido entrar com bicicletas, patins e outros equipamentos esportivos.
• O visitante deve evitar se aproximar dos lagos e dos animais.
• Não é permitido tocar as obras de arte. Quando for possível interagir com alguma obra, os visitantes serão informados pelos monitores.
• É proibido o uso de telefones celulares nas galerias.

Dica: Vá conhecer o Inhotim, você realmente desfrutará de uma experiência única!!!

* Deixe seu cometário! Obrigada!

– Food and drinks

• It is prohibited to use alcoholic beverages and food in general.
• Do not picnic in the park.
• Do not feed the animals of the park.

– Photography

• You may photograph and film only in the external areas of the park, since for private purposes.
• Do not shoot images in the galleries or near external works.
• It is not allowed to enter with drones.

– General Rules

• Do not enter pets in Inhotim.
• Do not enter with toys or musical instruments.
• Do not enter with bicycles, skates and other sports equipment.
• Visitors should avoid approaching the lakes and animals.
• Do not touch the works of art. When can interact with some work, visitors will be informed by the monitors.
• the use of mobile phones in the galleries is prohibited.

Tip: Go meet Inhotim, you really will enjoy a unique experience !!!

* Let your cometary! Thank you!

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