França

Jardins de Monet – Giverny

“Todos discutem minha arte e fingem compreender, como se fosse necessário compreendê-la, quando é simplesmente necessário amar.” (Monet)

Oscar-Claude Monet foi um pintor francês e o mais célebre entre os pintores impressionistas. O termo impressionismo surgiu devido a um dos primeiros quadros de Monet, “Impressão, nascer do sol”, de uma crítica feita ao quadro pelo pintor e escritor Louis Leroy: “Impressão, nascer do Sol” – eu bem o sabia! Pensava eu, justamente, se estou impressionado é porque há lá uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha…

A expressão foi usada originalmente de forma pejorativa, mas Monet e seus colegas adotaram o título, sabendo da revolução que estavam iniciando na pintura.

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“Impressão, nascer do Sol” – Monet

Em 1883, Monet mudou-se para Giverny, onde viveu e posou seu cavalete por muitos anos. É um daqueles lugares onde o tempo parece ter parado e que inspirou muitas de suas obras como a “Ponte Japonesa” e “Flor de Lotus”.

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Ponte Japonesa – Claude Monet

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Flor de Lotus – Claude Monet

Em 1899, Monet pintou em Giverny a famosa série de quadros chamadas “Nenúfares”. Em sua propriedade, Monet tinha um lago e uma pequena ponte japonesa, e que foram a inspiração da série “Nenúfares”.

Era Outono – época do ano em que as flores caíam sobre o lago criando uma linda visão na qual Monet resolveu pintar. Estas obras quando foram expostas fizeram um grande sucesso. Era o reconhecimento tardio de um gênio da pintura.

A técnica de Monet para pintar quadros era bastante peculiar para as pessoas e outros artistas que o viam pintando, mas a técnica de Monet desenvolvida na época foi considerada mais tarde como umas das mais belas do mundo, que é o impressionismo, que aparenta ser de perto apenas borrões mas ao distanciar a visão, o quadro se forma nitidamente.

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Nenúfares – Monet

Muitas casas mundo afora, onde moraram artistas e personalidades foram transformadas em museus. Mas poucas, no entanto, explicam tanto sobre a obra do morador quanto a casa de Claude Monet em Giverny, a pouco mais de uma hora de viagem de Paris.

Giverny fica a 75 km de Paris e é um passeio maravilhoso, sobretudo na primavera. Além da visita à casa do pintor e à sua coleção de estampas japonesas, é possível visitar os jardins da casa. Visitar os jardins é como contemplar, ao vivo, os quadros do mestre do impressionismo. Os jardins de Claude Monet oferece um agradável espetáculo de abril a novembro, porém o auge acontece em maio e junho. O verão é marcado em especial pelo florescimento das famosas Nenúfares.

* Você pode comprar o ticket no site oficial da Fondation Claude Monet. Nos fins de semana e meses de verão, espere encontrar uma fila moderada. Se quiser furar fila, você pode comprar o ingresso com antecedência na bilheteria online da Fundação Monet. O ingresso custa € 9,50 para adultos e € 6 para crianças a partir de 7 anos.

* Horário de funcionamento: todos os dias de 1° de abril até 1° de novembro, das 09:30 às 18:00.

–> Como ir de Paris até Giverny – A forma mais fácil é ir de trem, que leva de 45 a 50 minutos. Em Paris, você pega o metrô até a estação Saint Lazare. Desce nesta estação e sobe até a estação de trem – Gare Saint Lazare – placas indicativas mostrarão como chegar à Estação. A Gare Saint Lazare fica logo acima da Estação de Metrô de mesmo nome. * A Gare de Saint Lazare foi pintada por Monet em 1877, no quadro “La Gare Saint Lazare”. 

Na estação Gare Saint Lazare, compre uma passagem para a cidade de Vernon (verifique horários e preços no site Voyages-SNFC) e desça nessa cidade. O trem que serve a rota é um Intercités, que tem configuração de trem regional de alta velocidade, com vagões de dois andares. A passagem custa € 13,90 em cada sentido. Não há lugar marcado e nem desconto para compras antecipadas. Ainda assim, vale a pena comprar no site da SNCF (http://www.voyages-sncf.com), para não precisar comprar na hora, na estação; as máquinas são complicadas e a fila na bilheteria é grande. * O itinerário desta linha é PARIS-ROUEN. Então, no painel de embarques da estação aparecerá ROUEN. Vale a dica: Rouen é a cidade onde a heroína francesa, Joana d’Arc, foi queimada em praça pública em 30 de maio de 1431 . Para quem tiver tempo e interesse, vale muito a pena dar uma esticada até lá.

 – As passagens desta rota, nesta tarifa, são válidas por dois meses a partir da data de compra. Ao comprar pela internet, selecione a opção de entrega “borne libre service”. Ao chegar, basta passar na máquina de auto-serviço o cartão de crédito usado na operação, e a sua passagem será impressa.

– Antes de subir no trem, não esqueça de validar (“composter”) o seu bilhete, inserindo a passagem na máquina que fica na entrada da plataforma, com o código de barras voltado para você. Sem o carimbo da máquina a sua passagem não estará válida, e você pagará multa se for pego pelo fiscal – e não vai adiantar reclamar.

Os trens partem de duas em duas horas. Os horários que permitem que você aproveite melhor a visita são os das 8h20, 10h20 e 12h20. O horário de 8h20 faz você pegar os jardins com menos gente para atrapalhar suas fotos – e como vocês já devem ter observado em outros posts o nosso dia começa sempre muito cedo! E nesse caso vale muito a pena madrugar para pegar o trem das 8h20 e entrar na casa logo que abre, às 9h30. Assim, entrando primeiro você pode atravessar o primeiro jardim e pegar a passagem subterrânea para o Jardim das Águas, antes que suas alamedas encham de gente e você não consiga fotografar a ponte japonesa de Monet sem a presença de colegas turistas. Outra excelente dica é evitar os fins de semana!!!

Vale a dica – caso os jardins já estejam lotados, minha sugestão é dar contornos impressionistas à suas imagens, usando o filtro de desfocagem.

* No retorno, no ponto final do ônibus Vernon-Giverny você vai encontrar a tabela com os horários da volta. Todos os ônibus são coordenados com as saídas do trem para Paris e sempre há três ou quatro trens à tarde. (Os jardins fecham às 18h.) Os trens vêm de Rouen. Não esqueça de validar a sua passagem na máquina – é extremamente importante!

–> Uma outra boa opção de Paris-Giverny são os ônibus de turismo da empresa Paris City Vision. Maneira confortável, prática e econômica. O ônibus sai do centro de Paris (rue des Pyramides, n°2) e chega direto em Giverny. A empresa possui várias tipos de passeios, o mais barato sai por 81 euros por pessoa.

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Estação de Vernon

–> A distância entre Vernon e Giverny é de 7 km. E você tem várias opções para este percurso:

– Pegar um ônibus que sai à cada 15 minutos da estação de trem de Vernon e vai até Giverny – a passagem é comprada a bordo com o motorista; a ida e volta custa € 4. O ônibus faz o trajeto em menos de dez minutos.

– Quem preferir, pode alugar uma bicicleta em frente à estação, em um pequeno restaurante de esquina – o que é sensacional! Custa € 14; é preciso deixar um documento de identidade – pode ser seu próprio RG. O passeio é muito tranqüilo, por uma bela ciclovia que vai de Vernon a Giverny, numa linha reta. Siga direto na ciclovia e, algum tempo depois de sair de Vernon, verá as casas de Giverny surgirem. Mais adiante, à sua esquerda, surgirá o Ancien Hôtel Baudy e, na mesma rua, Rue Claude Monet, um pouco à frente, à direita, estará a entrada para a Fundação Claude Monet.

– Pegar um táxi,

– E por fim escolher… o “pé na estrada” – o que eu acho maravilhoso também! A casa de Monet está a pouco mais de cinco minutos de caminhada da estação de trem.

–> Chegando a casa de Monet siga direto atravessando o primeiro jardim e pegando a passagem subterrânea para o Jardim das Águas para você conseguir fotografar a ponte japonesa de Monet sem a presença de turistas. Depois de contemplar a paisagem aberta — as canoas, as pontes e as ninféias (flores de lótus) do lago, você volta pela passagem subterrânea e vai passear pelo jardim das flores, o Clos Normand, onde conjunto é extremamente bonito, mas os detalhes são de tirar o fôlego.

A casa deve ficar para o fim do passeio, pois dessa forma, quando você entrar, saberá que o dono da casa não é só aquele pintor famoso que você conhece de livros e museus, mas o jardineiro espetacular cuja obra você acabou de ver ao vivo. É incrível!!!

* A casa é uma graça e, assim como os jardins, tem o seu momento grandioso e seus tesouros sutis. O grande “nossa!” se dá quando você entra no ateliê do pintor, de pé direito alto e janelas generosas, que deixam a luz entrar e iluminar o ambiente; e espalhadas displicentemente pelas paredes estão as reproduções de obras-primas de Monet, algumas delas retratando os jardins que você acabou de visitar. Já o equivalente às florzinhas delicadas do jardim são as gravuras japonesas da coleção de Monet, que ocupam as paredes dos corredores e dos cômodos do andar superior. É como se fosse um jardim… de gravuras. * Importante – o interior da casa não pode ser fotografado.

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Casa de Monet

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Ponte Japonesa – Jardins de Monet

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Jardins de  Monet

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Carrinho de Flores no Jardim da casa de Monet

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Restaurante Les Nymphéas – Fundação Claude Monet

–> Nos arredores do museu, no centrinho de Giverny e no caminho de volta para o ônibus você encontrara pequenos restaurantes – todos floridos!

–> Restaurantes – Les Jardins des Plumes – está localizado a 500 metros ou à 10 minutos de caminhada da casa de Monet. O atendimento é excelente e a cozinha é considerada moderna, criativa e gastronômica. Um menu com entrada+prato ou prato+sobremesa por 29 euros e outro com entrada+prato+sobremesa por 39 euros.

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Les Jardins des Plumes

–> Uma outra boa dica é o restaurante Ancien Hôtel Baudy. O lugar já hospedou grandes nomes do impressionismo como Renoir. A comida é boa, preço acessível e, além da possibilidade de almoçar no salão, você também poderá fazer sua refeição no agradável terraço em frente ao Hotel, embaixo de árvores e com vista para um belo campo. Fica na mesma Rua da Fundação, um pouco antes desta no sentido Vernon/Giverny.

–> Para quem estiver de carro, o restaurante do conhecido hotel da cidade Bray et Lû situada a 20 minutos de Giverny é uma ótima opção. O restaurante está situado dentro de um bonito parque arborizado. O restaurante e o hotel fazem parte da cadeia Châteaux et Hôtels Collection dirigida por Alain Ducasse.

–> Se você não conhece as obras de Monet, recomendamos então a visita ao Musée de l’Orangerie, onde estão expostas as Nympheas, o conjunto de quadros, todos eles retratando o jardins da casa de Giverny.

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Musée de l’Orangerie

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Musée de l’Orangerie

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Musée de l’Orangerie

–> Para conhecer mais sobre a arte de Claude Monet, reserve uma manhã ou uma tarde em Paris para complementar a sua experiência visitando o Museu Marmottan. Funciona num elegantérrimo palacete do 16º arrondissement (metrô La Muette, linha 9) e abriga a maior coleção privada de Claude Monet – incluindo inúmeros originais, cujas réplicas você terá visto no ateliê de Giverny. Abre de 3ª a domingo, das 10h às 18h (5ª até as 20h). Custa € 10.

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Museu Marmottan

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