França

Mont Saint-Michel – França

Para o literato Émile Bauman, no Monte e nos arredores todas as horas são de beleza: “O céu engrandece as areias e as areias parecem engrandecer o céu”.

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Mont Saint-Michel – França

Depois de uma longa estrada, mesmo à 20 km de distância, você começa a avistar o Monte Saint-Michel. E quanto mais você se aproxima mais aumenta a áurea de encanto e mistério. Você olha aquela paisagem estática, imobilizada num cartão-postal parecendo algo divino, feito em outra dimensão. A torre mais alta do mosteiro onde aparece a imagem do Arcanjo Miguel, se ergue como que querendo tocar o céu. E dessa forma é inevitável a ansiedade para chegarmos logo…

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Mont Saint-Michel – França

O lugar impressiona: o Mont Saint-Michel, um vilarejo medieval murado, erguido sobre uma ilha rochosa do noroeste francês, bem no meio de uma imensa baía invadida pelas maiores marés da Europa, desafia os séculos como um autêntico lugar de memória francesa. Tem o apelido de “la merveille” (a maravilha). O motivo é claro: o monastério e a abadia medievais, homenagens ao Arcanjo São Miguel, dão um ar mágico e encantador ao local. Tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1979, a ilhota é o terceiro ponto turístico mais visitado da França, perdendo apenas para a Torre Eiffel e o Palácio de Versalhes. Por ano, mais de três milhões de turistas aproveitam as belíssimas vistas das edificações históricas.

Mas o que torna o Mont Saint-Michel verdadeiramente mágico não são apenas sua história e sua arquitetura. É preciso lembrar também de uma incontrolável força da natureza. Por lá, a subida da maré é tão violenta que pode ser assistida como à um espetáculo. Em pouco mais de uma hora, o mar inunda o charco em volta das muralhas e transforma o Monte numa ilha.

–> O Viagem em Família aconselha você a programar uma viagem ao Mont Saint-Michel baseado na tábua das marés, pois o espetáculo de efeitos especiais da natureza só acontece nas marés altas, em períodos de lua cheia e lua nova, em dois horários por dia. São as chamadas “marés vivas”. O site oficial da cidade informa os horários das marés, que mudam diariamente.

* São impressionantes as marés na baía do Monte Saint-Michel: uma variação de quinze metros nos dias de coeficiente alto. O mar retira-se em alta velocidade por cerca de dez quilômetros, mas volta com a mesma rapidez. A expressão clássica é que ele “volta com a velocidade de um cavalo a galope”.

Curiosidade – As marés alta e baixa estão ligadas à força gravitacional da Lua e da Terra. A Lua atrai os corpos em sua direção – todos os corpos, mas como as águas dos oceanos fluem mais livremente, a mudança é mais visível. Quando a Lua e a Terra estão alinhadas, a Lua exerce atração, no ponto mais próximo, sobre a água do mar.
Também a força gravitacional do Sol interfere nas marés, apesar de menos intensamente. Quando a Lua está cheia ou nova, essa força está na mesma direção da atração lunar – isso torna as marés mais altas. Do mesmo jeito, nas fases minguante e crescente, parte da força gravitacional da Lua é anulada; assim, as marés baixas são menos baixas.

* Se você programar sua viagem à França coincidentemente em época de “maré morta”, deixe a visita ao Mont Saint-Michel para uma próxima oportunidade.

* E outra: passe a noite por lá! Contemplar o entardecer e assistir a noite cair com as mudanças de cores no céu e o Monte todo iluminado é um privilégio para os que dormem! Não desperdice essa oportunidade!!!

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* Há quem vá e volte, a partir de Paris, no mesmo dia, mas isso não é aconselhável, pois a viagem é longa – são 3h45 de percurso. E nem sempre os horários permitem que se aprecie a maré, o que é uma grande desvantagem!

No vilarejo, os lugares mais visitados são as construções religiosas. A primeira delas é datada de 16 de outubro de 709, e as outras, ocorridas ao longo da história de Mont Saint-Michel, marcaram o local pela mistura dos estilos carolíngio, românico, gótico e clássico. Enormes trechos de escadaria levam à parte superior da cidade, onde se encontra a antiga Abadia, que já foi até uma prisão durante e após a Revolução Francesa. Ela foi construída em três níveis: no mais alto viviam os monges, onde também se localizam a igreja, o claustro e o refeitório. No segundo andar, o abade recebia a nobreza da época. Já os soldados e peregrinos, por estar abaixo na pirâmide social, eram recebidos no primeiro. No topo da igreja, a 170 metros acima do mar, uma estátua de bronze dourado representa São Miguel derrubando um dragão. A obra do escultor Emmanuel Fremiet está lá desde 1897, quando o lugar foi reformado. Depois de ver a bela e rústica Abadia, os visitantes ainda podem aproveitar para conhecer outros ambientes internos. Os diversos salões, salas escuras, jardins, arcadas e o refeitório dos monges, todos construídos em pedra, dão a impressão de uma viagem no tempo.

Outros pontos também chamam a atenção para a beleza da cidadela, como a capela de Saint Aubert. Dedicada ao fundador do vilarejo, a pequena igreja do século VIII segue o estilo da região, com pinturas medievais nas paredes interiores. Nas muralhas que cercam o lugar, erguidas durante a Guerra dos Cem Anos para proteger a ilha dos ataques da Inglaterra, podem ser vistas grandes e lindas torres, como a tour Claudine, tour du Nord, tour de la Liberté, tour de l’Arcade, tour du Roi e a tour Boucle. Também existem muitos pontos de observação da baía, de onde os visitantes tem a chance de ver o areal formado durante a maré baixa. Quem quer se aventurar e percorrer o areal deve tomar alguns cuidados, como usar botas de borracha de cano longo e conferir os horários de maré alta previamente. O mais recomendado é contratar um dos guias locais, que organizam grupos de até dez pessoas para explorar a região entre o mar e as muralhas.

O vilarejo com suas pequenas ruas, como a Grand Rue, conta com um grande número de casas classificadas como monumentos históricos, pequenos museus locais e comércio turístico que oferece vários tipos de lembranças do lugar, como porcelanas, chaveiros, ímãs, calendários, camisetas, postais e petiscos típicos, como os Galettes Bretonnes (biscoitos artesanais da região da Bretagne) e os Calvados (destilados produzidos a partir da fermentação).

Se você fizer a opção de pernoitar nesse incrível mundo à parte, logo na entrada do vilarejo está o famosíssimo hotel e restaurante La Mère Poulard, fundado em 1879. Ele tem a fama dos omeletes gigantes que já atraíram diversas celebridades, como Yves Saint-Laurent, Alberto Santos Dumont e Leon Trotsky. No Ferme Saint-Michel, outro hotel e restaurante, pode-se experimentar o Gigot d’agneau de pré-salé, um tipo de cordeiro da região da Normandie conhecido por ser pré-salgado. Outras opções de hotéis para você conferir são: Saint Pierre e Croix Blanche. Se você não se importar de caminhar meia hora até o Monte, pode ficar na zona hoteleira do continente, onde hotéis funcionais como o Mercure cobram menos de 100€. Uma outra opção é o hotel Formule Verte. Ele fica a cerca de 2km do Mont Saint-Michel e a diária custa aproximadamente 63€. Veja todos os hotéis, dentro e fora do Monte, no Booking.

Aproveite que você está na divisa entre a Normandie e a Bretagne e experimente os dois tipos de panquecas características de cada lugar. As de farinha branca e recheio doce são normandas e se chamam, exatamente, crêpes; as de trigo sarraceno e recheio salgado são bretãs e devem ser pedidas como gallettes.

* Quem observa o mapa da França, notará em sua costa ocidental, banhada pelo Atlântico, duas pontas ou imensas penínsulas: a maior, toda recortada em ilhas e pequenas baías, a desafiar o imenso oceano; a menor, lembrando um chifre voltado para a Inglaterra, situada ao norte. A primeira corresponde à Bretagne; e a segunda pertence à Normandie. Uma baía separa as duas penínsulas, e um rio, o Couesnon, divide os dois grandes ducados históricos.

A especialidade da ilha, contudo, são as omeletes recheadas com um creme à base de claras, inventadas por Mère Poulard (onde chegam a custar € 45), mas pirateadas por todos os restaurantes do pedaço, como os crepes da Creperie La Cloche. Os mais tradicionais, como o de maçã, custam apenas 4€.

Dentro das muralhas encontram-se outras opções de restaurante, como o Le Saint-Michel e o La Confiace. Todos de qualidade!

–> Como chegar… O Mont Saint-Michel é o encerramento perfeito de uma viagem à Bretagne e à Normandie. E também funciona como um magnífico desfecho de um passeio pelo Vale do Loire (que está a 233 quilômetros de Saumur). Paris fica a 360 quilômetros.

– Partindo de Saumur, depois de alguns dias de encantamento pelo Vale do Loire, você pega a A85 e depois de quase 3 horas de viagem, finalmente chega ao Monte St Michel, lugar que também parece sair de um conto… Deslumbrante!!!

– Mas se você estiver vindo de Paris, pode pegar o trem: Paris – Pontorson – Mont Saint Michel

– Paris Montparnasse via Rennes (duas horas) ou Paris Saint-Lazare via Caen (duas horas e quarenta minutos). E depois você pega a conexão até Pontorson: conexão de ônibus pela Manéo, ônibus linha 6 – Pontorson / Le Mont St Michel.

– Ônibus Cityrama
Ida e volta no mesmo dia: saída às 7h15 e volta às 21h15 (exceto domingo).
Preço: 158€ por pessoa (almoço e bebidas incluídos).

Informações gerais:

Custo da visita à Abadia:
Maiores de 25 anos: 9€
De 18 até 25 anos: 5,50
Grupos com mais de 20 adultos: 7€
Visita guiada: 3€
Menores de 18 anos não pagam.

Horários de funcionamento da Abadia:

De 02/05 até 31/08: aberta das 9h às 19h
De 01/07 até 30/04: aberta das 9h30 às 18h
A última entrada ocorre uma hora antes do fechamento.
A Abadia não abre nos dias 01/01, 01/05 e 25/12.

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