Nômades Digitais

Se você está lendo esse texto agora, considere-se uma pessoa de sorte. Você está presenciando uma revolução que está mudando a forma como o mundo funciona. Por mais que ainda possa não ter percebido isso, estamos na crista da onda de um movimento global que nos próximos anos vai desconstruir a noção do que significa trabalhar e ter uma vida feliz de verdade. As grandes responsáveis por isso? A internet e a tecnologia.

A junção dessas duas coisas fez nascer um novo modelo de trabalho e de vida ao qual cada dia mais pessoas aderem – a possibilidade de poder trabalhar de qualquer lugar do mundo, desde que haja uma conexão com a internet.

É um momento épico: as paredes dos escritórios e as baias começam a despencar para diversas profissões. Em diversos casos, elas já não fazem mais sentido. Hoje, para muita gente, não há mais porque pegar horas de trânsito todos os dias, se locomover para escritórios que em sua maioria ficam em áreas centrais, gastar com transporte, estacionamento, almoço, gasolina, e tudo inflacionado. Há formas mais inteligentes de trabalhar, ganhar dinheiro e ter uma vida fantástica ao mesmo tempo.

Com as condições atuais, várias pessoas podem realizar suas funções de qualquer computador com acesso à internet. Nem mesmo reuniões precisam necessariamente ser presenciais, salvo algumas exceções. A internet possibilitou uma nova opção para aqueles que se sentem muito mais inspirados e produtivos quando trabalham em casa ou em qualquer outro lugar de sua escolha. Ela veio para ser uma ferramenta poderosa para aqueles que estão insatisfeitos com seu caminho profissional e de vida, e que desejam trabalhar e viver de outra forma. Ela é a carta de alforria para milhões de pessoas.

Com a evolução da era digital e das tecnologias móveis, as pessoas começaram a perceber que os limites geográficos não são mais precisos. Se você pode trabalhar em casa, usando a tecnologia, você pode trabalhar em qualquer lugar do mundo. E esse é o novo Sonho Americano para muita gente e os personagens dessa nova história ganharam o nome de “Nômades Digitais”. Eles estudaram, tiveram que se encaixar em uma carreira pré-determinada, trabalharam longas horas cercados pelas paredes de algum escritório, aguardaram ansiosamente para viver nos intervalos do trabalho, nos fins de semana, no final do dia, nas férias e ficaram depressivos ao fim delas, até que se perguntaram: o que eu estou fazendo com a minha vida? Se você está fazendo algo esperando ansiosamente pela hora do término, esse é o maior sinal de que essa função não está te trazendo felicidade.

Elas podiam ter uma vida bem sucedida, mas tiveram que percorrer toda a jornada para perceber que o modelo que lhes foi imposto desde a infância não era capaz de trazer felicidade – afinal, o contrário da felicidade não é a tristeza, e sim o tédio, assim como afirma Timothy Ferriss: “Felicidade e tristeza não são opostos, são como amor e ódio. Você pode amar alguém que você odeia. Nós vemos muito isso em algumas relações entre mãe e filho e marido e mulher. Por isso, o contrário do amor é na verdade a indiferença. Como o contrário de felicidade é tédio. É o tédio de uma rotina que não satisfaz mais que apaga a nossa chama interna. É o tédio de um trabalho que não faz mais sentido para você, que o impede de ser feliz. É o tédio de uma relação que não acrescenta nada de novo nas duas pessoas, que faz com que aquele casal que era tão feliz no início esteja mais para bons amigos que dormem juntos. Caminhamos na inércia da vida, atrás de uma felicidade que nunca chegará se não quebrarmos a rotina. A pergunta que temos que fazer não é “O que eu quero?” ou “Quais são os meus objetivos?” mas sim – “O que me estimula?”

E uma das coisas que, desde sempre, tira a humanidade do tédio são as viagens. Viajar é preciso! Viajar é um dos hobbies mais desejados pela humanidade e temos uma ideia do porquê – muitas vezes na vida, para se encontrar, é preciso ir. Viajar nos reconecta com o fluxo do universo, porque nos faz sentir vivos, vibrantes, curiosos, interessados, surpresos, gratos, humildes, como deveríamos ser em todos os dias de nossas vidas. Viagens são professores.

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.” – Amyr Klink

Enquanto viajamos, tudo é referência. Experiências comuns como pedir uma comida ou pegar um trem, de repente, se tornam cheias de possibilidades. Uma ida ao mercado pode se tornar uma aventura. Conversas banais com estranhos podem criar amizades para uma vida toda. Todos os detalhes que você ignorava estando na rotina – o graffiti no muro, a cor do suco, o cheiro da flor – de repente vão explodir os seus sentidos. O que no início pode parecer intimidante e até um pouco assustador, se torna viciante.

Viajar também faz com que você redefina o conceito de tempo. Na vida normal, você tem que fazer as tarefas, atingir suas metas e cumprir cronogramas em cada momento do dia. Já quando viaja, os dias passam a ser improvisados, pois não há roteiro pré-definido. Por mais que você esteja trabalhando, tudo pode acontecer. Presentes podem surgir de onde você jamais poderia imaginar. Todos os dias passam a ser únicos.

Quem tem noção do tamanho e da beleza do mundo, não se contenta em ficar em um lugar só. Os Nômades Digitais seguem o mesmo raciocínio dos nômades que eram nossos ancestrais – ficam, enquanto aquele lugar lhes fizer feliz e suprir suas necessidades. Sempre é possível ficar mais, e jamais é proibido partir, afinal viajar não foi feito para criar amarras – e sim, para criar asas.

Uma das dúvidas frequentes que surgem quando as pessoas pensam nesse modelo de vida adotado pelos Nômades Digitais, é: como colocar tudo o que eu tenho na mala? O que eu faço com as minhas coisas?

Para ser um Nômade Digital, é preciso se livrar das coisas inúteis que acumulamos durante a vida. Coisas como uma TV de última geração, um sofá de couro, uma variedade de móveis, um carro caríssimo, uma máquina de lavar louças, um closet com 50 pares de sapato, dentre outras coisas que a sociedade nos fez acreditar que seriam necessárias para a felicidade, acabam sendo a nossa prisão.

Temos que admitir que ter essas coisas é de fato bem legal, mas, depois de um tempo, elas se tornam apenas objetos. A felicidade gerada pela aquisição dessas coisas é momentânea e volátil. Depois que você montou a sua casa inteira, com tudo o que há de melhor, há grandes chances de perceber que aquelas coisas não te trazem felicidade. Duvida? Então pense assim: se tivesse que escolher entre abrir mão da sua liberdade ou do seu carro caríssimo, qual escolheria? Ou ainda melhor – ao se imaginar no leito de morte, o que gostaria de ter feito mais? Comprado um aparelho de som e trocado de carro, ou ter viajado mais, ter conhecido novas culturas, ter provado comidas diferentes, ter visitado lugares paradisíacos e cidades incríveis, ter conhecido pessoas inesquecíveis dentre outras coisas que a gente só consegue fazer viajando? Viu? De onde estou, posso até ouvir a sua resposta! (http://nomadesdigitais.com)

Reflita! Como disse anteriormente – “O tempo não é renovável.”

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