Viagens mais que especiais! / Travel more than special!

O Brasil ainda deve muito na questão da infraestrutura dedicada a portadores de deficiência, mas algumas iniciativas têm procurado reverter e indicar o caminho, que mesmo longo, deve ser seguido.

A quantidade de pessoas com algum tipo de deficiência e que fazem turismo cresce a cada dia, assim como, aumenta o nível de exigência quanto à acessibilidade e à qualidade dos serviços prestados pelos destinos visitados.

No Brasil, um dos exemplos mais representativos de acessibilidade é a cidade de Socorro, no interior de São Paulo. Foi desenvolvido um projeto, “Aventureiros Especiais” com autorização do Ministério do Turismo.

E em função do sucesso do projeto, o município recebeu do Ministério do Turismo a missão de adaptar a cidade para receber o turista com deficiência ou mobilidade reduzida. As ruas e calçadas foram estrategicamente adaptadas para que todas as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida fossem atendidas. O município também passou a oferecer, dentre as 24 modalidades esportivas de turismo de aventura, oito totalmente adaptadas para atender esse público.

O Hotel Fazenda Parque dos Sonhos localizado em Socorro é um dos pioneiros em acessibilidade, pois além de possuir suas instalações adaptadas para as necessidades das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, também possuem diversas atividades aventureiras adaptadas a esse público, como: tirolesa, bóia-cross, rapel, caminhada, canoagem, cavalgada, trilha ecológica e rafting.

O “Ecoturismo e Aventura Turismo” – é um nicho do mercado de turismo que está crescendo muito entre as pessoas com deficiência. No entanto, para esse público, além de turismo e lazer, essa modalidade representa uma experiência transformadora de vida, no sentido de aumentar a satisfação, a autoestima e, principalmente, trazer o sentimento de superação!

Mais outras iniciativas também se espalham pelo país, como é o caso do Hotel Villa Bella, em Gramado. Ele possui quartos adaptados e acessibilidade total em todas as áreas sociais, incluindo cadeira de elevação na piscina, koller (telefone para deficientes auditivos) e cardápios em braille… (http://www.villabella.tur.br) ou (http://www.booking.com)

No entanto, devemos ressaltar que uma arquitetura favorável e equipamentos não tornam um local totalmente acessível. É preciso investir na capacitação dos funcionários para que possam receber e ajudar os clientes portadores de deficiência no que for necessário.

Quando viajo, percebo uma situação comum e que muito me agrada, o fato das pessoas nunca fazerem aquela cara de pena para os cadeirantes ou portadores de qualquer deficiência. Na Disney, por exemplo, tanto os funcionários quanto os visitantes se prontificam a ajudar a quem precisa, mais não as julgam inferiores. Não há esse tipo de olhar!

Quando estava estudando para escrever esse texto, entrei, por acaso, em três blogs que possuem o poder de inspirar outras pessoas, não só a viajarem, mas a divulgarem todos os avanços em acessibilidade para esses viajantes mais que especiais!

– O primeiro blog que entrei foi – “Guia do Viajante Cadeirante” – da Michele Simões, estilista, que sofreu um acidente de carro ficando paraplégica. (http://guiadoviajantecadeirante.blogspot.com.br)

Ela criou o blog após um intercâmbio de três meses em Boston, e relatou desde a sua dificuldade em se locomover poucos metros além da sua casa, em São Paulo, até a recuperação da sua independência nos USA – cidade bem mais acessível. E ela completa dizendo – “A viagem me fez renascer. Fiquei muito mais forte. Me senti capaz de novo, porque voltei a fazer tudo: frequentar a rua, viver em sociedade. Minha maior descoberta é que a deficiência não estava comigo, estava com meu país, que não é acessível. Percebi que meu limite era eu quem daria.”

O outro blog é – “Cadeira Voadora” – da Laura Martins, que diz – “Não posso conceber a vida se não for para me encantar. Não, eu não sou ingênua. A vida é dura, os desafios são imensos e demandam energia; é preciso força e determinação se quisermos chegar a algum lugar. Ao lado de tudo isso, porém, a natureza e os seres humanos produzem pequenos e grandes milagres todos os dias.” (http://cadeiravoadora.blogspot.com.br)

E por último, o blog –  “Turismo Adaptado” – do Ricardo Shimosakai, que sempre foi do tipo que adorava fazer as malas e se aventurar pelo mundo. Mas, aos 24 anos, sofreu um sequestro-relâmpago, levou um tiro e ficou paraplégico e encontrou forças para superar as suas limitações físicas exatamente no prazer de viajar. Hoje, alguns anos depois da tragédia, é o nome brasileiro à frente de um movimento internacional para a inclusão de deficientes físicos no turismo. (http://turismoadaptado.wordpress.com)

E cada vez mais, governos, organizações não governamentais e órgãos do setor se preocupam em tornar hotéis, restaurantes, meios de transporte, guias locais e cidades inteiras mais bem preparadas para receberem esse público.

Inclusive, porque grande parte dos deficientes não querem apenas conhecer destinos convencionais com hospedagem, transporte e atrações adaptadas. Eles desejam mais, desejam alcançar lugares de difícil acesso e pouca infraestrutura, difíceis até mesmo para quem possui plenos movimentos corporais.

Isso quer dizer que, além de visitar cidades como Paris, Londres e Nova York – as mais adaptadas do mundo – a idéia é que este viajante possa conhecer lugares mais selvagens, como Fernando de Noronha e o Parque dos Lençóis Maranhenses, no Brasil, ou Machu Picchu, no Peru.

Entusiastas do movimento do turismo adaptado explicam que não sonham com rampas de acesso, porque não se pode descaracterizar um lugar de natureza com construções desse porte, mais é importante que guias locais estejam treinados para transferir os cadeirantes para barcos, canoas, ou até mesmo carregá-los por terrenos difíceis.

Segundo Ricardo – “O homem tem que se adaptar ao meio, inclusive a pessoa com deficiência.”

E na verdade, podemos concluir que são os pequenos ajustes que transformam sonhos em realidade!

English

Brazil still owes much to the question of infrastructure dedicated to the disabled, but some initiatives have sought to reverse and show the way, that same long, must be followed.

The number of people with a disability and engaged in tourism is growing every day, as well as increases the level of demand on the availability and quality of services provided by visited destinations.

In Brazil, one of the most representative examples of accessibility is the city of Socorro, in São Paulo. A project “Special Adventurous” with permission of the Ministry of Tourism was developed.

And according to the project’s success, the municipality received from the Ministry of Tourism the mission of adapting the city to receive tourists with disabilities or reduced mobility. The streets and sidewalks were strategically adapted so that all people with disabilities or reduced mobility are met. The council also began to offer, among the 24 sports adventure tourism, eight fully adapted to meet the public.

We Farm Park located in Socorro Dreams is one of the pioneers in accessibility, as well as having its facilities adapted to the needs of people with disabilities or reduced mobility, also have various adventurous activities adapted to this audience, like zip-line, float -Cross, rappelling, hiking, canoeing, horseback riding, nature trails and rafting.

The “Ecotourism and Adventure Tourism” – is a niche tourism market that is growing widely among people with disabilities. However, for this audience, as well as tourism and leisure, this modality represents a life-changing experience, in order to increase customer satisfaction, self-esteem and especially bring the feeling of overcoming!

More other initiatives also spread throughout the country, such as the Hotel Villa Bella, in Singapore. He has adapted and fully accessible bedrooms in all social areas, including lifting chair by the pool, koller (telephone for the deaf) and menus in braille …                                                (http://www.villabella.tur.br) or (http: / /www.booking.com)

However, we must emphasize that a favorable architecture and equipment not become a fully accessible. We must invest in training employees so they can receive help patients and clients deficiency as necessary.

When I travel, I see a common situation and that I like very much, the fact that people never make that face sentence for wheelchair users or people with any disability. Disney, for example, both the employees and visitors are willing to help those in need, most do not think lower. There is no such kind of look!

When I was studying to write this text, I came by chance in three blogs that have the power to inspire others, not only to travel, but to disclose all the advances in accessibility to these travelers more than special!

– The first blog I joined was – “Traveler’s Guide Wheelchair” – Michele Simões, designer, who was in a car accident getting paraplegic. ( http://guiadoviajantecadeirante.blogspot.com.br )

She created the blog after an exchange of three months in Boston and reported since its difficulty in moving a few meters inside his home in Sao Paulo, to the restoration of its independence in the USA – much more accessible city. And complete it by saying – “The trip made me reborn. I was much stronger. I felt able to again, because I came back to do it all: go to the street, living in society. My biggest discovery is that disability was not me, was my country, which is not accessible. I realized that my limit was me who would. “

The other blog is – “Flying Chair” – Laura Martins, who says – “I can not conceive of life if not to delight me. No, I’m not naive. Life is tough, the challenges are immense and require energy; it takes strength and determination if get somewhere. Beside all this, however, the nature and humans produce large and small miracles every day. “( http://cadeiravoadora.blogspot.com.br )

Finally, the blog – “Tourism Adapted” – Ricardo Shimosakai, which has always been the type who loved to pack up and venture out into the world. But at age 24, suffered a kidnapping-lightning, was shot and paralyzed and found the strength to overcome their physical limitations exactly the pleasure of traveling. Today, a few years after the tragedy, is the Brazilian name in front of an international movement for the inclusion of disabled people in tourism. ( http://turismoadaptado.wordpress.com )

And increasingly, governments, nongovernmental organizations and agencies of the sector bother to make hotels, restaurants, transportation, local guides and entire cities better prepared to receive the public.

In fact, because much of the disabled do not just want to know conventional destinations with accommodation, transport and adapted attractions. They want more, want to reach places of difficult access and poor infrastructure, difficult even for those with full body movements.

This means that in addition to visit cities such as Paris, London and New York – the most appropriate of the world – the idea is that this reviewer can know more wild places, such as Fernando de Noronha and the Park Maranhenses in Brazil or Machu Picchu, Peru.

Enthusiasts adapted tourism movement explain that not dream of access ramps, because you can not distort a place of nature with buildings of this size, the more it is important that local guides are trained to transfer the wheelchair to boats, canoes, or even load them through difficult terrain.

According to Ricardo – “Man has to adapt to the environment, including the disabled person.”

And actually, we can conclude that it is the small adjustments that turn dreams into reality!

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